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Forças armadas da RD Congo lançam ofensiva com drones contra o M23 em região estratégica de minério

Ataques atingem áreas próximas à mina de coltan em Rubaya, que produz até 30% do suprimento mundial do mineral usado em eletrônicos
Foto: Hardy Bope/AFP

Homens do exército da República Democrática do Congo.

— Foto: Hardy Bope/AFP

25 de fevereiro de 2026

As forças armadas da República Democrática do Congo (RDC) lançaram uma ofensiva contra o grupo armado M23 no leste do país, com uso de drones para atacar uma área estratégica de mineração ocupada pelos rebeldes apoiados por Ruanda. Os combates ocorreram nesta quarta-feira (25) em regiões próximas à cidade mineira de Rubaya, na província de Kivu do Norte.

Fontes locais e de segurança informaram à agência de notícias AFP que os rebeldes do M23 foram atingidos por um ataque com drone na terça-feira (24). Os confrontos se concentraram em áreas no entorno de Rubaya, onde milícias locais apoiadas por soldados congoleses realizaram ataques em vários pontos da linha de frente.

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Milícias aliadas ao exército congolês capturaram a vila de Kazinga, cerca de 20 quilômetros ao noroeste de Rubaya, segundo as mesmas fontes.

A mina de Rubaya produz entre 15% e 30% do suprimento mundial de coltan, mineral essencial para a fabricação de componentes eletrônicos como notebooks e telefones celulares. O M23 capturou a mina em abril de 2024 com apoio de Ruanda e estabeleceu uma administração paralela para regular sua operação, conforme relatório de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Desde seu ressurgimento em 2021, o M23 tomou vastas áreas do leste congolês rico em recursos minerais. O avanço do grupo intensificou um conflito de mais de 30 anos na região, onde dezenas de grupos armados rivais e potências estrangeiras disputam o controle das reservas de minerais valiosos.

Situação da população

Moradores de Rubaya relataram medo diante dos ataques. “No centro de Rubaya, as pessoas estão aterrorizadas. Fui ver o local onde o drone atingiu, mas o acesso foi negado”, declarou um residente à AFP, sob condição de anonimato.

A AFP não conseguiu confirmar o número de mortos no ataque, pois as redes de telefonia na região estão fora de operação desde terça-feira. Autoridades congolesas e grupos da sociedade civil deixaram a área quando o M23 chegou.

Confrontos também ocorreram nesta quarta-feira (25) nas terras altas de Kivu do Sul, onde o exército congolês enfrenta uma coalizão de milícias aliadas ao M23. O grupo lançou em dezembro uma ofensiva contra a cidade estratégica de Uvira, em Kivu do Sul, próximo à fronteira com Burundi.

O ataque gerou condenação dos Estados Unidos, que mediaram um frágil acordo de paz entre RD Congo e Ruanda. Angola, outro mediador do conflito, propôs um cessar-fogo que entraria em vigor em 18 de fevereiro, mas a medida não interrompeu as hostilidades.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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