PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Senado votará projeto para incluir misoginia na Lei de Racismo

Senador Girão apresentou emendas para garantir a “divergência de manifestação moral” e de opiniões em projeto que busca combater a misoginia
Plenário do Senado Federal.

Plenário do Senado Federal.

— Reprodução/Jonas Pereira/Agência Senado

10 de março de 2026

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado deve analisar, até a próxima sexta-feira (13), o Projeto de Lei (PL) que inclui a misoginia na Lei do Racismo (nº 7.716/1989) e tipifica a prática como crime de discriminação. 

A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), define como misoginia os atos que manifestem ódio ou aversão às mulheres, baseados na ideia de supremacia de gênero masculina. Se aprovada, a Lei do Racismo passará a vigorar com a seguinte redação:

“Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional ou praticados em razão de misoginia”, diz trecho do PL.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Em dezembro de 2025, o projeto foi aprovado por 13 votos a dois pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que recomendou, caso não houvesse recurso, o encaminhamento da matéria à Câmara dos Deputados para apreciação. À época, a CDH também avaliou a proposição. 

O texto legislativo voltou ao debate no Senado após pedido de análise do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que apresentou emendas para alterar o texto e resguardar a “divergência de opinião ou manifestação de convicção moral ou religiosa”. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano