Projeto leva história dos cabelos crespos a escolas públicas de Salvador

Escritora e quadrinista baiana Isabella Ismile promove rodas de conversa para estudantes, com foco em autoestima, identidade e cultura afro-brasileira
A escritora Isabella Ismile lendo o livro "Encrespou", de sua autoria.

A escritora Isabella Ismile lendo o livro "Encrespou", de sua autoria.

— Divulgação

22 de março de 2026

A escritora e quadrinista baiana Isabella Ismile iniciou o projeto “Encrespou nas Escolas”, que promove encontros com estudantes de escolas públicas de Salvador para discutir identidade, autoestima e cultura afro-brasileira a partir do livro “Encrespou”.

As atividades ocorrem em escolas nos bairros de Itapuã, Jardim das Margaridas e Bairro da Paz, além da Biblioteca Central do Estado da Bahia.

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A proposta reúne literatura, arte e educação em quatro encontros com rodas de conversa voltadas aos estudantes.

“O projeto Encrespou nas Escolas une arte, educação e representatividade negra. Levaremos aos estudantes vivências sobre autoestima, identidade e a importância da cultura afro-brasileira, sempre de forma simples e acolhedora”, afirma Isabella.

As atividades contam com roda de conversa sobre o livro. A obra, que mistura quadrinhos e prosa, apresenta um panorama histórico dos cabelos crespos: da valorização nas sociedades africanas antigas, passando pelo processo de estigmatização durante o período colonial, até os movimentos de afirmação negra que resgataram esse símbolo de orgulho, como o Black Power e o Black Rio, além de referências como Angela Davis.

As instituições participantes recebem exemplares do livro para integrar o acervo de suas bibliotecas. A iniciativa também dialoga com a aplicação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas brasileiras.

“A execução desse projeto contribui para fortalecer a arte, a cultura e a educação afrocentrada no país e, principalmente, na Bahia, onde a população negra é majoritária. Também buscamos colaborar com a educação antirracista e o empoderamento de jovens negros”, destaca Isabella.

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