A União Africana e o presidente de Gana, John Dramani Mahama, celebraram a aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas da resolução que declara o tráfico de africanos escravizados e a escravidão racializada de africanos como o crime mais grave contra a humanidade.
O texto, liderado por Gana, recebeu 123 votos favoráveis e 3 contrários (Argentina, Israel e Estados Unidos). Outros 52 países se abstiveram.
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A resolução A/80/L.48 representa, segundo o presidente ganês, a confirmação da maioria dos países do mundo de que “o tráfico e a escravidão de quase 13 milhões de seres humanos é, de fato, o crime mais grave contra a humanidade”.
Mahama destacou, em publicação em seu perfil nas redes sociais, o papel da solidariedade internacional para a aprovação.
“O processo de sua realização, da ideia à realidade, foi possível graças à solidariedade de pessoas de boa consciência em todo o mundo e liderado pela coalizão ativa da União Africana, CARICOM e outros grupos”, afirmou.
I am overjoyed by the adoption by the UN Gerneral Assembly of the resolution declaring the trafficking of enslaved Africans and racialised chattel enslavement of Africans as the gravest crime against humanity.
— John Dramani Mahama (@JDMahama) March 26, 2026
The process of its realisation, from idea to reality, was made… pic.twitter.com/zMB2J5dkUM
Mahama citou François-Dominique Toussaint L’Ouverture, nascido na escravidão e um dos arquitetos da independência do Haiti.
“A maior arma contra a opressão é a união”, disse o líder haitiano. O presidente ganês concluiu sua manifestação com um apelo à ação coletiva. “Devemos permanecer unidos na busca pela restauração da humanidade e dignidade de nossos ancestrais que foram escravizados e vendidos.”
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União Africana defende justiça reparatória
O presidente da Comissão da União Africana saudou em nota oficial a aprovação e destacou a liderança de Gana no processo.
“Esta decisão histórica marca um passo importante em direção à verdade, justiça e cura, e reforça a necessidade urgente de enfrentar o legado duradouro da escravidão”, declarou o representante do bloco africano.
O dirigente reiterou o apelo da União Africana pelo reconhecimento abrangente dos impactos históricos e contemporâneos da escravidão, incluindo a busca por justiça reparatória, em linha com a Agenda 2063 e decisões anteriores do bloco.
A União Africana disse permanecer comprometida, segundo o comunicado, em trabalhar com as Nações Unidas, Estados-membros e parceiros para avançar na justiça histórica e garantir que tais crimes não sejam esquecidos nem repetidos.
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