A Pallas Editora abre no dia 13 de abril as inscrições para a edição 2026 do Prêmio Pallas de Literatura, iniciativa criada em 2024 para descobrir e impulsionar novos autores negros na cena literária brasileira.
Neste ano, a premiação será dedicada a livros de contos inéditos, ampliando as possibilidades de participação de escritores em diferentes momentos de suas trajetórias.
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As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo site da editora até o dia 29 de maio. O resultado será anunciado no segundo semestre e o livro vencedor será publicado pela Pallas em 2027.
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Criado para fortalecer a presença de autores negros no mercado editorial, o prêmio mantém critérios de elegibilidade semelhantes às edições anteriores. Podem participar autores brasileiros residentes no país, autodeclarados negros e maiores de 18 anos, com uma obra inédita no formato exigido pelo edital.
Os originais devem ser enviados sem identificação do autor, garantindo que a avaliação do júri seja feita exclusivamente com base na qualidade literária.
“Decidimos dedicar a edição de 2026 aos contos porque esse formato pode abrir portas para mais escritores. Muitos autores começam experimentando narrativas curtas, e queremos que o prêmio seja também um espaço de descoberta e circulação dessas vozes”, afirma a editora Mariana Warth, neta do fundador da Pallas, Antônio Carlos Fernandes, que criou a editora em 1975.
O processo de seleção seguirá o modelo das edições anteriores, com etapas que garantem a lisura da avaliação. Inicialmente, uma equipe de leitura fará a triagem dos originais para verificar o cumprimento das regras do edital.
Em seguida, as obras serão encaminhadas a subcomissões de leitura, que definem uma lista de finalistas para avaliação do júri final. Os nomes dos jurados serão mantidos em sigilo durante o processo e divulgados após o resultado.
Desde a sua criação, o Prêmio Pallas tem registrado crescimento no número de inscrições, com um aumento de mais de 200% entre a primeira e a segunda edição, consolidando-se como uma das iniciativas dedicadas à valorização de novas vozes negras na literatura brasileira.
Para a editora Cristina Warth, o prêmio reforça o compromisso histórico da casa editorial com a produção intelectual negra no Brasil.
“Há décadas trabalhamos para ampliar a visibilidade de autores e pesquisadores que contribuem para a reflexão sobre as culturas afro-brasileiras e africanas. O prêmio é uma forma de continuar esse trabalho, abrindo espaço para novas narrativas e novos escritores”, diz.
Além da publicação do livro, quem vencer receberá mentoria do escritor Henrique Rodrigues, curador do Prêmio Pallas de Literatura. Nessa etapa, quem conquistar o primeiro lugar terá acesso a orientações sobre o mercado editorial, como fazer o seu livro circular e como participar de eventos e festivais do setor.
“Publicar o primeiro livro é um momento decisivo na trajetória de um escritor. A ideia da mentoria é compartilhar experiências sobre o funcionamento do campo literário e ajudar a preparar o autor para os próximos passos da carreira”, explica Henrique Rodrigues, um entusiasta quando o assunto é espalhar as sementes da leitura.
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A nova edição do prêmio ocorre enquanto a editora prepara também o lançamento de “Malhada das Graúnas”, romance vencedor da segunda edição, escrito pela médica pernambucana Márcia Moura.
O primeiro livro condecorado foi “Água de maré”, da brasiliense Tatiana Nascimento, à venda em livrarias e sites de todo o país. Após sua publicação pela Pallas, a obra também foi reconhecida com o Prêmio Mix Literário – Coelho de Prata, vencendo na categoria de melhor livro queer do ano.