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PL que proíbe condenados por racismo em cargos públicos avança no DF

De acordo com o projeto, a proibição abrange os cargos efetivos, comissionados e de confiança
A Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília.

— Reprodução/CLDF

9 de abril de 2026

A Comissão de Segurança da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na quarta-feira (8), um Projeto de Lei (PL) que proíbe a nomeação de pessoas condenadas por racismo para cargos públicos. 

De autoria do deputado Daniel de Castro (PP), o PL 886/2024 classifica como racismo a conduta prevista na Lei de Racismo (nº 7.716/89), que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. 

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A proposição determina que a medida valerá para todas as esferas do serviço público, incluindo cargos efetivos, comissionados e de confiança. Segundo o texto legislativo, as autoridades deverão checar o histórico dos candidatos durante os processos de seleção e nomeação. 

O projeto também destaca que a vedação será aplicada durante o período da condenação criminal transitada em julgado e no lapso temporal em que há suspensão de direitos políticos, sem sanções de caráter perpétuo. 

Para o parlamentar, o serviço público cumpre o papel de transformação social, sendo necessário assegurar que os servidores estejam alinhados com os valores constitucionais e éticos. 

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“O crime de racismo, ao atentar contra a dignidade e igualdade de todos os cidadãos, não pode coexistir com o exercício de funções públicas de maneira íntegra e moral. A Constituição Federal estabelece a moralidade como um dos princípios norteadores da administração pública, exigindo uma conduta íntegra por parte de seus agentes”, diz trecho do PL. 

A proposta ainda precisa ser analisada em outras comissões antes de ser avaliada pelo Plenário da Câmara. Se aprovada, a matéria segue para a sanção ou veto da governadora Celina Leão (PP). 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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