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Comissão da Câmara pode votar fim da escala 6×1 nesta quarta

Caso sejam aprovadas, as PECs segue para a análise do mérito pelas comissões especiais
Protesto contra a escala 6x1, no Dia dos Trabalhadores, no dia 1 de maio de 2025.

Protesto contra a escala 6x1, no Dia dos Trabalhadores, no dia 1 de maio de 2025.

— Reprodução/Letycia Bond/Agência Brasil

22 de abril de 2026

A Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve analisar, nesta quarta-feira (22), a admissibilidade de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que visam o fim da escala de trabalho 6×1.

O debate, agendado para 14h30, não inclui o Projeto de Lei (PL) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enviado no dia 15 de abril, que limita a jornada de trabalho a 40 horas semanais sem redução salarial. 

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Leia mais: Lula envia PL do fim da escala 6×1 com urgência ao Congresso

Serão pautadas a PEC 9/25, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê a redução da jornada para quatro dias e 36 horas semanais; e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que mantém a redução de 36 horas, mas determina sua aplicação ao longo de dez anos. 

Se aprovadas nessa etapa, as matérias serão enviadas para a avaliação do mérito das propostas pelas comissões especiais. Atualmente, a legislação vigente não especifica uma carga horária trabalhista específica, apenas define o limite máximo de 44 horas semanais e oito horas diárias. 

Apesar do amplo apoio de 82% dos brasileiros de 16 a 40 anos, conforme indica uma pesquisa da Nexus, a pauta tem sido rejeitada pelos partidos de extrema-direita, que tentam articular meios para barrar a tramitação dos projetos. 

No dia 15 de abril, lideranças dos partidos Liberal (PL) e Social Democracia Brasileira (PSDB) pediram vista na votação sobre a constitucionalidade da PEC proposta por Lopes, classificando a articulação como “kit obstrução”. Além de considerar a proposta “excessiva”, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) defendeu o trabalho até a exaustão. 

Leia mais: Contra fim da escala 6×1, Marco Feliciano defende ‘trabalho até exaustão’

Anteriormente, em 25 de fevereiro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou estar trabalhando para interferir na tramitação da proposta de Hilton. A declaração foi realizada durante um evento com empresários realizado na região da Faria Lima, em São Paulo. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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