A Unesco concedeu no dia 30 de abril o Prêmio Mundial da Liberdade de Imprensa ao Sindicato de Jornalistas Sudaneses (SJS). A entidade denuncia ataques deliberados contra repórteres que cobrem o conflito civil no país africano.
O presidente do sindicato e correspondente da AFP no Sudão, Abdelmoneim Abu Idris Ali, afirmou que o reconhecimento representa “uma homenagem a todos os jornalistas sudaneses que continuam defendendo a verdade e a liberdade de imprensa em condições extremamente difíceis e perigosas“.
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Desde o início da guerra em 2023, o sindicato documentou a morte de 32 jornalistas, 556 violações dos direitos dos trabalhadores da imprensa e o fechamento de inúmeros jornais e rádios.
O conflito opõe o exército sudanês e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR). A guerra já deixou dezenas de milhares de mortos e mais de 11 milhões de deslocados.
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Coragem e dedicação
O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, elogiou a atuação dos profissionais. “Os membros do Sindicato de Jornalistas Sudanese demonstraram uma coragem extraordinária e uma dedicação inabalável”, afirmou em comunicado.
“Apesar das imensas dificuldades, continuam dia após dia fornecendo informações exatas e vitais às suas comunidades, no momento em que elas mais precisam”, disse El-Enany.
O Prêmio Mundial da Liberdade de Imprensa da Unesco leva o nome de Guillermo Cano, jornalista colombiano assassinado em 1986. A honraria premia anualmente “uma pessoa, uma organização ou uma instituição que tenha contribuído para a defesa ou a promoção da liberdade de imprensa”.
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