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Livro de Chimamanda Ngozi Adichie inspira nome de novo álbum de Chico César

Artista traz, em seu décimo primeiro disco de carreira, um álbum em que a maior parte das canções foram compostas dos 17 aos 20 anos de idade e nunca gravadas em álbuns anteriores
O artista Chico César para seu novo álbum, "Fofo".

O artista Chico César para seu novo álbum, "Fofo".

— Divulgação

9 de maio de 2026

Após dez trabalhos autorais, “FOFO” é o primeiro álbum em que Chico César volta ao tempo de sua juventude, dando voz a composições ainda da adolescência na Paraíba e outras mais recentes, feitas desde a pandemia.

O artista celebra um marco pessoal e artístico que sintetiza vivências, conquistas e redescobertas. Todas as 16 faixas do disco, letra e música, são assinadas pelo músico. Exceto três: uma parceria com Pedro Osmar, outra com Paulo Ró (integrantes do Jaguaribe Carne), e a terceira é em parceria com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Do livro dela” Americanah”, Chico tirou o mote da canção que dá título a seu disco: “Eu não quero ser fofo, eu quero ser a porra do amor de sua vida”.

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O novo álbum chega em formato voz e violão, o mesmo de “Aos Vivos” (1995), só que gravado ao vivo no estúdio, sem coberturas. A vontade de gravar um disco assim veio justamente pelo fato de Chico estar na estrada com o show de seu primeiro álbum, que terminou por deixar de fora as canções dessa fase paraibana e marcou sua estreia na música brasileira, consolidando o artista no cenário nacional e internacional, levando sua música para palcos de diferentes partes do mundo.

A sonoridade do álbum é densa, marcada pelo experimentalismo e uma certa angústia típica da juventude em meio ao ambiente político e existencial da época.

O disco termina por ser uma reverência do artista, agora em sua maturidade, ao jovem e inquieto Chico César. É um convite para seu público conhecer suas origens nessa viagem musical com ele.

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