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Com Luedji Luna e Liniker, Festival Latinidades chega aos EUA

A 19ª edição do evento ocupa três cidades, lança pesquisa nacional sobre a saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores área da cultura
A cantora Luedji Luna.

A cantora Luedji Luna.

— Divulgação

4 de maio de 2026

O Festival Latinidades realiza sua 19ª edição entre 1º e 30 de julho e amplia sua atuação com programação em Brasília, São Paulo e, pela primeira vez, em Nova York. Criado em 2008, o evento reúne atividades voltadas à produção cultural de mulheres negras e à promoção de debates sobre raça e gênero.

A edição de 2026 adota como eixo a saúde mental na produção cultural. A proposta inclui reflexões sobre condições de trabalho no setor e impactos na vida de profissionais que atuam na área.

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Segundo a organização, o festival busca promover espaços de diálogo com artistas, equipes, instituições e público em torno de temas ligados ao enfrentamento ao racismo e ao sexismo.

A proposta do festival também inclui a reflexão sobre as condições de quem atua nos bastidores da produção cultural e discutir formas de cuidado e organização no setor.

“Se a arte e a cultura produzem sentido, afeto, reflexão e até saúde mental para seu público, é urgente que voltemos os olhares para quem sustenta esse campo nos bastidores e, com esse tema, também queremos ter uma conversa sobre o que é potência e cura nessa jornada em torno de bem-estar”, afirma Jaqueline Fernandes, idealizadora do Festival Latinidades.

Leia mais: Encontro celebra escritoras negras do DF e homenageia trajetória de autoras no Festival Latinidades

Evento lança pesquisa sobre saúde mental

A programação prevê o lançamento de uma pesquisa nacional sobre saúde mental de trabalhadores da cultura. O estudo será desenvolvido pelo Instituto Afrolatinas, em parceria com o Data_labe e o Coletivo Mawê.

O levantamento busca reunir dados sobre condições de trabalho, acesso a políticas e impactos na saúde de profissionais da área cultural.

A agenda em Nova York começa nos dias 24 e 25 de julho, com a exibição do filme “Afrolatinas: mulheres negras em movimentos”, seguida de debates nos bairros do Brooklyn e Harlem. A obra aborda o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.

No dia 26, o Central Park recebe o “Afro-Latinas Concert”, com apresentações de artistas da América Latina, do Caribe e dos Estados Unidos. Entre os nomes previstos estão Luedji Luna, Liniker, Susana Baca, Mai-Elka Prado Gil, Lady G e DJ Agent DMZ.

A presença em Nova York marca uma nova etapa do festival, que amplia sua atuação internacional após participação no Carnaval de Notting Hill, em Londres, em 2024.

Segundo a organização, a circulação entre cidades com forte presença da diáspora africana busca fortalecer conexões culturais e ampliar o alcance das ações do evento.


Leia mais: Festival Latinidades: produtoras mostram a força da mulher negra na cultura

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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