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Djonga é homenageado na ALMG por contribuição para luta antirracista

Homenagem ao rapper reconhece sua trajetória artística e atuação na luta contra o racismo e pela valorização da cultura mineira
O rapper mineiro Djonga.

O rapper mineiro Djonga.

— Divulgação/Coniiin

10 de maio de 2026

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, na segunda-feira (11), uma reunião especial em homenagem ao rapper, escritor e compositor Djonga. A cerimônia reconhece sua trajetória artística e sua atuação na luta contra o racismo e pela valorização da cultura mineira.

Requerida pela deputada estadual Ana Paula Siqueira (PT-MG), a reunião acontece às 19h, no Plenário Juscelino Kubitschek, com transmissão ao vivo pelo YouTube e pela TV Assembleia. A iniciativa celebra não apenas o artista, mas também a força da população negra, periférica e da juventude.

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A trajetória de Djonga reflete a denúncia das desigualdades estruturais que ainda impactam essas comunidades e reforça a importância da cultura como ferramenta de transformação social.

“Cada conquista minha, principalmente de quem vem de onde eu vim, é resultado de muitas quedas, frustrações e medos, que a gente consegue reverter em fé ou é obrigado a isso, porque a falta de fé na vida é um privilégio que só quem sempre teve tudo pode ter. As portas que hoje estão abertas, umas eu arrombei, outras abri com jeitinho, mas a maioria delas só está como está hoje graças ao esforço dos meus ancestrais, dos mais distantes aos mais contemporâneos. Tomara que, no futuro, lembrem do que estamos fazendo e dos espaços que estamos ocupando ou, se não se lembrarem, que possam usufruir de uma vida mais leve e propositiva que a minha”, comenta o artista.

Para a deputada Ana Paula Siqueira, o reconhecimento marca um avanço histórico. “Demorou mais de 300 anos para Minas Gerais eleger uma mulher negra como deputada estadual. Eu chego com o compromisso de amplificar vozes que, historicamente, foram amordaçadas e silenciadas e de garantir vez a corpos que não se viam representados”, destaca.

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A parlamentar do PT avalia que a homenagem, além de ser um reconhecimento à atuação do artista na cultura, é um divisor de águas.

“É reconhecimento à população negra, periférica e à juventude. Um movimento de resistência e coragem para denunciar o quanto a desigualdade ainda segue impactando e matando essa parcela significativa e fundante da população. Quando um de nós avança, toda a estrutura da sociedade se move. Porque, quando sonhar é possível, a mudança começa a acontecer.”

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