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Apoio a candidaturas negras, indígenas e de mulheres deve ser ampliado, diz MPE

Órgão recomenda que partidos garantam financiamento, estrutura e proteção para candidaturas de mulheres, negros e indígenas nas eleições de 2026
A imagem mostra uma cabine de votação nas eleições municipais de 2024, em São Paulo, no dia 27 de outubro de 2024.

A imagem mostra uma cabine de votação nas eleições municipais de 2024, em São Paulo, no dia 27 de outubro de 2024.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

4 de junho de 2026

O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou aos partidos políticos, na quarta-feira (3), a adoção de medidas para fortalecer as candidaturas de pessoas negras, indígenas e de mulheres nas eleições de 2026. 

Segundo o órgão, a orientação busca garantir o cumprimento das regras de financiamento de campanha, propaganda eleitoral e ações afirmativas voltadas a grupos historicamente sub-representados na política brasileira.

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O documento solicita que as legendas estabeleçam critérios claros para a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os partidos também devem informar previamente os percentuais destinados a cada cargo, localidade e candidatura. 

Leia mais: Webinar gratuito debate direito eleitoral para jornalistas

O Ministério Público requer que os recursos reservados para candidaturas femininas, negras e indígenas sejam repassados até 30 de agosto, prazo definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para assegurar que os contemplados pelas cotas tenham tempo suficiente para executar suas campanhas. 

A recomendação destaca a necessidade de enfrentamento à violência política de gênero e racial, orientando a criação de mecanismos de prevenção, acolhimento e proteção para candidatos alvos desse tipo de ataque durante o processo eleitoral. 

No caso dos postulantes indígenas, o MPE ressalta a importância de considerar as especificidades territoriais, culturais e logísticas dos povos originários, além de oferecer suporte adequado para assegurar condições efetivas de participação política. 

Leia mais: Mulheres negras e homens brancos: as desigualdades de candidaturas e bens nas eleições

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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