O árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF), teve a entrada negada nos Estados Unidos. A informação partiu de um funcionário do Ministério dos Esportes da Somália à AFP nesta segunda-feira (8). Artan viajaria para apitar partidas da Copa do Mundo de 2026.
As autoridades americanas barraram Artan no Aeroporto Internacional de Miami. Ainda não há informação oficial sobre o motivo da negativa. A Somália, no entanto, figura entre os países incluídos na lista de restrições de viagem implementada pela administração do presidente Donald Trump.
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Omar Artan possuía um visto válido para entrar nos Estados Unidos, segundo Ciise Aden Abshir, conselheiro sênior do Ministério da Juventude e Esportes da Somália e ex-capitão da seleção nacional. Artan retornou a Istambul, na Turquia, onde residia antes da viagem.
“Negar a entrada dele nos Estados Unidos e impedi-lo de apitar as partidas programadas prejudica não apenas ele pessoalmente, mas também enfraquece o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito do fair play”, afirmou Abshir.
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Reconhecimento continental
Artan integra a lista de 52 árbitros anunciada pela Fifa para atuar na Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Ele seria o primeiro somali a apitar uma partida do torneio.
O árbitro atua no campeonato nacional da Somália desde que se tornou árbitro da Fifa em 2018. Ele também trabalhou na final da Copa Africana de Nações (AFCON) de 2023, na Argélia.
Em 2025, a CAF o elegeu como o melhor árbitro masculino do continente. O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, elogiou Artan em abril após a indicação histórica para a Copa.
“O esforço, profissionalismo e integridade mostrados pelo árbitro Omar fizeram dele um símbolo de inspiração para a nova geração de somalis”, disse Mohamud.
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