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Violência digital contra mulheres cresce 188% em 2026; maioria das vítimas é negra

Dados do Ministério das Mulheres apontam aumento de 188,6% nos registros de violência digital entre janeiro e maio de 2026
A imagem mostra um celular.

A imagem mostra um celular.

— Reprodução/Marcello Casal jr/Agência Brasil

27 de junho de 2026

O Ministério das Mulheres registrou, entre janeiro e maio de 2026, um aumento de 188,6% nas ocorrências de violência no ambiente digital contra mulheres. As informações foram divulgadas pela pasta na segunda-feira (22). 

De acordo com o ministério, a Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, contabilizou 16.725 casos neste ano, em comparação com os 5.795 episódios registrados no mesmo período de 2025. 

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Nos cinco primeiros meses de 2026, foram recebidas 2.250 denúncias em que o ambiente virtual foi identificado como cenário da violência. 

Ao todo, 2025 somou mais de 4 mil denúncias do tipo. Entre os 9.047 casos de violência digital, houve relatos de ameaças e exposição de imagens. 

Leia mais: Mulheres negras são as mais atingidas por violência política, aponta estudo

O relatório ainda indica que, em 2025, as vítimas eram majoritariamente negras (48%) e estavam na faixa etária de 25 a 49 anos (50,8%). As mulheres brancas representaram 34,2% das ocorrências. 

Até maio deste ano, o percentual de mulheres negras subiu para 63%, com um total de 1.142 dos 2.250 casos registrados. Também foram registradas 1.107 vítimas brancas, 23 amarelas e nove indígenas. 

Leia mais: Brasil tem 11 milhões de mulheres vítimas de violência doméstica

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a importância da ampliação dos registros para o fortalecimento de respostas mais efetivas do Estado. 

“Ter dados reais é muito importante. A gente só vai acertar nas respostas dos governos e das políticas públicas quando tiver informações precisas. A ampliação e o investimento no Ligue 180 fazem com que as mulheres se sintam seguras para ligar e procurar ajuda. A partir disso, conseguimos acionar os órgãos responsáveis e agir de forma preventiva”, afirmou em coletiva à imprensa.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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