Premiado pelo mundo, livro infantil sobre irmãos refugiados da Somália é lançado no Brasil

Sofrimento, esperança e humor gentil coexistem no livro sobre a infância à espera de um futuro melhor e um jovem capaz de criar um senso de família e lar nos cenários mais difíceis
Ilustração da capa do livro “Quando as Estrelas se Espalham".

Ilustração da capa do livro “Quando as Estrelas se Espalham".

— Divulgação

29 de junho de 2025

A editora nVersos acaba de lançar no Brasil o livro, em formato de história em quadrinhos, “Quando as Estrelas se Espalham”, que coleciona prêmios e menções honrosas por sua sutileza e habilidade de abordar um tema sensível como a vida de pessoas refugiadas da guerra.

A obra é inspirada nas memórias de Omar Mohamed, um dos autores e que viveu em um campo de refugiados, e teaz ilustrações de Victoria Jamieson.

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“Quando as Estrelas se Espalham” foi finalista do National Book Award, uma das principais premiações literárias do mundo, e vencedor de diversas outras premiações, como Melhor Graphic Novel para Adolescentes pela American Library Association (ALA); Prêmio Walter Award; Melhor Livro Infantil pelo New York Times; Melhor Livro Infantil do Ano pela Revista TIME; Melhor Livro do Ano pela School Library Journal e Melhor Livro Infantil do Ano pela Kirkus Reviews; Finalista do prêmio Jane Addams de Livro Infantil; além de Menção Honrosa do prêmio Schneider Family, do Charlotte Huck Award e do Children’s Africana Book Awards.

Ainda muito pequenos para se lembrar, Omar e seu irmão caçula, Hassan, fugiram da guerra da Somália para os campos de refugiados no Quênia, mais especificamente, Dadaab. Lá eles passam da infância para a adolescência e levam uma vida difícil enquanto fazem amigos e constroem um senso de lar, em um lugar onde a escassez de recursos e a espera pelo reassentamento são o que preenche os dias monótonos de quem não tem nada, além de esperança.

Apesar de terem sido adotados pela gentil Fatuma, que acolhe os irmãos como se fossem seus filhos, Omar e Hassan nunca deixam de procurar e ansiar pelo reencontro com a mãe verdadeira. Quando Omar tem a chance de frequentar a mesma escola que seus amigos, ele se vê dividido entre desejo e obrigação: ficar em casa e cuidar de seu irmão não-verbal, a única família que lhe restou, ou ir para a escola e buscar, por meio da educação, um caminho para além de Dadaab.

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