A República Democrática do Congo (RDC) declarou nesta segunda-feira (1º) o fim do mais recente surto de ebola, que provocou ao menos 34 mortes desde agosto. O anúncio foi feito durante uma cerimônia oficial em Kinshasa, que reuniu representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC).
O diretor do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Dieudonné Mwamba Kazadi, afirmou que o surto foi “efetivamente encerrado”. Segundo ele, foram confirmados 53 casos, dos quais 34 evoluíram para óbito. Outras 11 mortes são consideradas prováveis, elevando o número total de vítimas para 45.
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O ministro da Saúde, Samuel-Roger Kamba, ressaltou que “todos os indícios apontam que a cadeia de transmissão do vírus foi interrompida”.
O surto, registrado na província central de Kasai, começou em 20 de agosto, quando uma mulher grávida de 34 anos foi internada em um hospital. As autoridades declararam oficialmente a emergência sanitária no início de setembro.
A transmissão do ebola ocorre por meio do contato com fluidos corporais de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão febre, vômitos, sangramentos e diarreia. O vírus se torna contagioso somente após o aparecimento dos sintomas, que surgem após um período de incubação de dois a 21 dias.
O Grupo Internacional de Coordenação (ICG) para o Fornecimento de Vacinas enviou 45 mil doses extras de vacina contra a ebola ao país, para reforçar o controle da doença.
Histórico da doença no país
A RDC já enfrentou 16 surtos de ebola desde 1976, quando o vírus foi identificado pela primeira vez no então Zaire — antigo nome do país. Entre 2018 e 2020, o país registrou o surto mais letal de sua história, que deixou cerca de 2.300 mortos entre 3.500 infectados.
Nas últimas cinco décadas, o vírus causou aproximadamente 15 mil mortes na África. Apesar dos avanços em vacinas e tratamentos, a doença continua sendo frequentemente fatal.
Com informações da Agence France-Presse (AFP)