Na sexta-feira (26), dois soldados do Chade foram mortos em um ataque das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), grupo paramilitar do Sudão, a uma cidade situada na fronteira compartilhada entre os dois países, segundo informações da agência francesa AFP.
Desde abril de 2023, o exército do Sudão e a RSF travam um conflito que já matou dezenas de milhares de pessoas e deslocou quase 12 milhões. O conflito gerou a maior crise de deslocamento e fome do mundo.
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Na quarta-feira (24), a RSF afirmou que assumiu o controle das cidades de Abu Qomra e Umm Brou, no norte da região de Darfur, no Sudão. As duas cidades estão localizadas na estrada que leva à cidade fronteiriça de Al-Tina.

Ainda segundo a AFP, um drone da RSF bombardeou o lado chadiano da cidade, matando dois soldados. Fontes locais disseram à agência que combatentes da RSF estavam avançando em direção às áreas habitadas pelo grupo étnico Zaghawa, na fronteira noroeste do Sudão.
Diante dos ataques da RSF à região, o governador de Darfur, Minni Minawi, aliado do exército sudanês, apelou aos residentes do norte de Darfur para que se defendam. “Não deixem que suas terras sejam saqueadas […] ou que suas casas sejam entregues aos invasores”, disse ele nas redes sociais.
O conflito dividiu efetivamente o Sudão em dois, com o exército controlando o norte, o leste e o centro, enquanto a RSF domina todas as cinco capitais estaduais em Darfur e, junto com seus aliados, partes do sul.