Na terça-feira (30), o exército do Sudão do Sul ordenou a evacuação de áreas controladas por forças da oposição após aumento da intensidade dos combates. A ordem pede que civis evacuem as regiões de Nyirol, Uror e Akobo, no estado de Jonglei, no leste do país, para evitar serem usados como “escudos humanos”.
Em comunicado, o porta-voz das Forças de Defesa Popular do Sudão do Sul (SSPDF, na sigla em inglês), Lul Ruai Koang, disse que os civis devem deixar as áreas próximas a quartéis militares, pontos de concentração e locais de reunião.
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A ordem militar ocorre um dia após um ataque aéreo a um mercado na região de Nyirol ter matado 26 civis, de acordo com relatos da mídia local. Segundo informações da agência francesa AFP, mais trinta pessoas ficaram feridas no ataque.

Os combates entre as SSPDF e o Exército de Libertação Popular do Sudão na Oposição (SPLA-IO, na sigla em inglês) aumentaram desde 24 de dezembro, após forças do SPLA-IO tomarem uma posição militar em Waat, cidade no estado de Jonglei.
Com uma população de cerca de 12,7 milhões de pessoas, o Sudão do Sul conquistou sua independência do Sudão em 2011. Desde então, o país convive com conflitos internos e instabilidade política.
Atualmente o país enfrenta combates envolvendo as SSPDF, leais ao presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e o SPLA-IO, leais ao líder de oposição e vice-presidente do país Riek Machar.
A situação reflete tensões restantes de um acordo de paz que encerrou a guerra civil de cinco anos no país, que durou de 2013 a 2018, mas tem se mostrado frágil na unificação das forças políticas e militares do país.