PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Corte de recursos humanitários pode deixar milhões sem ajuda na RD Congo, alerta ONU

Organização pede apoio financiamento diante do avanço do grupo M23 no leste do país e do agravamento da crise humanitária
Um membro do movimento M23 faz a guarda durante o alistamento de civis, policiais e ex-membros das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) que supostamente decidiram se juntar ao movimento voluntariamente em Goma, em 23 de fevereiro de 2025.

Um membro do movimento M23 faz a guarda durante o alistamento de civis, policiais e ex-membros das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) que supostamente decidiram se juntar ao movimento voluntariamente em Goma, em 23 de fevereiro de 2025.

— Jospin Mwisha/AFP

28 de janeiro de 2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quarta-feira (28) que uma redução drástica no financiamento humanitário pode bloquear a assistência a mais de quatro milhões de pessoas na República Democrática do Congo (RDC).

Em comunicado, o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, em francês), fez um apelo de US$ 1,4 bilhão (R$ 7,2 bilhões) para ajudar o país diante do avanço do grupo armado M23, apoiado por Ruanda, no leste do território, que passou a controlar vastas áreas e provocou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A agência observou que a situação tornou o acesso às populações ainda mais difícil. Os combates na região “redefiniram as necessidades, interromperam as cadeias de abastecimento e ampliaram as restrições administrativas e de segurança”, afirmou.

Segundo o OCHA, neste ano a agência concentrará seus esforços em auxiliar 7,3 milhões de pessoas, número inferior aos 11 milhões priorizados em 2025.

Em 2025, cerca de 1,5 milhão de pessoas perderam o acesso à atenção primária à saúde devido ao fechamento de unidades, à escassez de medicamentos essenciais e à capacidade limitada de prevenção e resposta a epidemias, de acordo com a ONU. No mesmo período, mais de 390 mil crianças com desnutrição aguda grave também ficaram sem tratamento essencial.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano