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Nigéria nomeia ex-comandante militar como ministro da Defesa em meio a crise de segurança

Indicação ocorre um dia após a renúncia de Mohammed Badaru Abubakar; general precisará ser confirmado pelo Senado
O novo ministro da Defesa General Christopher Gwabin Musa.

O novo ministro da Defesa General Christopher Gwabin Musa.

— Reprodução/Redes Sociais

2 de dezembro de 2025

A Nigéria nomeou, nesta terça-feira (2), o ex-comandante militar general Christopher Gwabin Musa como novo ministro da Defesa, após a renúncia de Mohammed Badaru Abubakar, que deixou o cargo com efeito imediato por motivos de saúde, informou o gabinete do presidente Bola Tinubu.

Em carta enviada ao Senado, que ainda precisará confirmar a indicação do ex-chefe do Estado-Maior da Defesa, o presidente Tinubu “expressou confiança na capacidade do general Musa de liderar o Ministério da Defesa e fortalecer ainda mais a arquitetura de segurança da Nigéria”, segundo comunicado da Presidência.

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A renúncia de Abubakar, anunciada na segunda-feira (1), ocorre em um momento de agravamento dos desafios de segurança no país, que enfrenta forte pressão diante de uma onda de sequestros em massa e ataques de grupos armados.

Após a nova sequência de raptos, o presidente Tinubu declarou estado de emergência na área de segurança nacional e ordenou o recrutamento em massa de policiais e militares para conter os casos. A Nigéria enfrenta episódios recorrentes de sequestros há mais de uma década.

A maioria das ações é conduzida por grupos armados que buscam pagamentos rápidos de resgate. Esses ataques costumam atingir regiões rurais vulneráveis, onde há pouca presença de policiais.

Um dos episódios mais recentes ocorreu em 21 de novembro, quando homens armados sequestraram mais de 300 professores e funcionários da escola mista St. Mary’s, no centro-norte do país. Pelo menos 50 pessoas conseguiram escapar, mas a maioria das vítimas permanece desaparecida.

As recentes operações policiais resultaram no sequestro de estudantes e professores, fiéis e sacerdotes, uma noiva e suas damas de honra, agricultores, mulheres e crianças, bem como trabalhadores rurais em várias partes do país.

Com informações da Agence France-Presse (AFP) 

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  • Thayná Santana

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