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‘Precedente perigoso’: União Africana critica reconhecimento da Somalilândia por Israel

O então primeiro-ministro do Djibuti, Mahamoud Alu Yousoouf, dicursa durante a 78ª Assembleia das Nações Unidas, Nova York, 23 de setembro de 2023

O então primeiro-ministro do Djibuti, Mahamoud Alu Yousoouf, dicursa durante a 78ª Assembleia das Nações Unidas, Nova York, 23 de setembro de 2023

— Leonardo Munoz/AFP

28 de dezembro de 2025

Na sexta-feira (26), a União Africana (UA) afirmou que “rejeita qualquer reconhecimento da Somalilândia”, após Israel declarar que considera o território separatista somali como um Estado soberano. A região localizada no norte da Somália declarou independência em 1991, mas continua buscando o reconhecimento internacional.

Em um comunicado emitido pelo líder da organização, Mahamoud Ali Youssouf, a UA apelou ao respeito às fronteiras africanas.

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“Qualquer tentativa de minar a unidade, a soberania e a integridade territorial da Somália vai contra os princípios fundamentais da União Africana e corre o risco de abrir um precedente perigoso com implicações de longo alcance para a paz e a estabilidade em todo o continente”, diz o texto.

Youssouf disse ainda que “rejeita firmemente qualquer iniciativa ou ação destinada a reconhecer a Somalilândia como uma entidade independente” e afirmou que a Somalilândia “permanece parte integrante da República Federal da Somália”.

Uma pessoa segura uma bandeira da Somalilândia em Hargesia, capital do país autodeclarado independente, 7 de novembro de 2024
Uma pessoa segura uma bandeira da Somalilândia em Hargesia, capital do país autodeclarado independente, 7 de novembro de 2024 (Foto: Luis Tato/AFP)

Na sexta-feira (26), diversos países criticaram a medida anunciada por Israel. Entre eles estão Egito, Turquia, Somália, Djibuti. Além deles, organizações como o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), composto por seis nações — Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Omã, Catar e Kuwait — e a saudita Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) também declararam repúdio à medida e apoio à soberania somali.

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