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Sobe o número de mortos em enchentes na África do Sul e Moçambique

Enchentes já deixaram 30 mortos na África do Sul e oito em Moçambique
Visão geral de uma casa submersa em uma enchente em Giyanim, na África do Sul, 16 de janeiro de 2026

Visão geral de uma casa submersa em uma enchente em Giyanim, na África do Sul, 16 de janeiro de 2026

— Orlando Chauke/AFP

17 de janeiro de 2026

Na sexta-feira (16), autoridades da África do Sul recuperaram mais dois corpos em meio às enchentes que cortaram o acesso ao Parque Nacional Kruger e deixaram partes da vizinha Moçambique debaixo d’água. A recuperação dos corpos aconteceu na província de Limpopo, a cerca de 300 quilômetros de Joanesburgo.

Fortes chuvas têm castigado o nordeste da África do Sul desde o final do ano passado, deixando pelo menos 30 mortos, conforme informações da agência francesa AFP. Já são 11 mortes registradas em Limpopo e outras 19 na província vizinha de Mpumalanga. A região está em alerta máximo para mais chuvas nos próximos dias e enfrenta impactos na infraestrutura de água e energia.

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As enchentes forçaram o Parque Nacional Kruger, destino de safári mundialmente famoso, a suspender as visitas diurnas desde a quinta-feira (15). Alguns hóspedes funcionários foram retirados por via aérea do local. Pelo menos dois acampamentos foram fechados e evacuados.

Vista geral das águas da enchente no Axivaleni Resort, na barragem de Nsami, em Giyani, em 15 de janeiro de 2026.
Vista geral das águas da enchente no Axivaleni Resort, na barragem de Nsami, em Giyani, na África do Sul, em 15 de janeiro de 2026. (Foto: Orlando Chauke/AFP)

Na vizinha Moçambique, pelo menos oito pessoas morreram desde 21 de dezembro, de acordo com dados oficiais. No país, que sofre há semanas com as chuvas fortes, comunidades em áreas baixas perto da capital, Maputo, foram avisadas a evacuar a região ainda na tarde da sexta-feira.

Segundo a agência AFP, autoridades locais não têm conseguido atender à crescente demanda por transporte e evacuação de famílias presas em áreas inundadas. Muitas residências permanecem isoladas, sem maneira segura de deixar as zonas de alto risco. Apesar disso, autoridades afirmam que escolas devem abrigar as famílias deslocadas.

O distrito de Boane está inacessível por terra, e a água continua a subir na barragem vizinha de Pequenos Libombos. O administrador do distrito, Lázaro Bambamba, disse à AFP que a situação da região é “difícil” e que acessos por terra foram cortados.

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