Na quinta-feira (22), a União Africana anunciou que decidiu retirar as sanções impostas contra a Guiné após o golpe de 2021. A mudança, segundo a organização, se deve à “organização bem-sucedida da eleição presidencial” no país, realizada em 28 de dezembro do ano passado.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o Conselho de Paz e Segurança da União saudou o que chamou de “passos positivos dados na implementação do Roteiro de Transição Política na República da Guiné, que culminaram na organização bem-sucedida da eleição presidencial em 28 de dezembro de 2025”.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
O órgão parabenizou o ex-líder do governo militar, Mamady Doumbouya, por sua eleição à presidência e afirmou que “o encoraja a cumprir seus compromissos de restaurar a dignidade do povo guineense”. Na mesma data, a União Africana também anunciou o fim da suspensão do país do órgão continental.

Doumbouya tomou posse como presidente no dia 17 de janeiro, diante de dezenas de milhares de apoiadores e vários chefes de Estado, após a vitória eleitoral no mês passado com 86,7% dos votos.
Em 2021, o agora presidente eleito derrubou o primeiro presidente livremente eleito da Guiné, Alpha Condé. O governo militar de Doumbouya foi acusado de reprimir liberdades civis e proibir protestos.
Durante as eleições, opositores políticos foram presos, levados a julgamento ou forçados ao exílio. Apesar de reconhecer os problemas, observadores da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) avaliaram de forma positiva o processo eleitoral, destacando em relatório preliminar o esforço para “restaurar a ordem constitucional” no país.
Com uma população de cerca de 14 milhões de pessoas, das quais 85% são muçulmanas, a Guiné conquistou sua independência da França em 1958. Banhada pelo oceano Atlântico, o país da África Ocidental faz fronteiras com Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné-Bissau, Libéria, Mali e Senegal