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Após eleições, União Africana retira sanções contra a Guiné

Delegados aguardam durante uma sessão fechada da 38ª Cúpula da União Africana na sede do órgão continental em Adis Abeba, Etiópia, 15 de fevereiro de 2025

Delegados aguardam durante uma sessão fechada da 38ª Cúpula da União Africana na sede do órgão continental em Adis Abeba, Etiópia, 15 de fevereiro de 2025

— Marco Simoncelli/AFP

25 de janeiro de 2026

Na quinta-feira (22), a União Africana anunciou que decidiu retirar as sanções impostas contra a Guiné após o golpe de 2021. A mudança, segundo a organização, se deve à “organização bem-sucedida da eleição presidencial” no país, realizada em 28 de dezembro do ano passado.

Em comunicado publicado nas redes sociais, o Conselho de Paz e Segurança da União saudou o que chamou de “passos positivos dados na implementação do Roteiro de Transição Política na República da Guiné, que culminaram na organização bem-sucedida da eleição presidencial em 28 de dezembro de 2025”.

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O órgão parabenizou o ex-líder do governo militar, Mamady Doumbouya, por sua eleição à presidência e afirmou que “o encoraja a cumprir seus compromissos de restaurar a dignidade do povo guineense”. Na mesma data, a União Africana também anunciou o fim da suspensão do país do órgão continental.

Um pedestre caminha em frente a uma propaganda política eleitoral do presidente e candidato, Mamady Doumbouya, durante o último dia da campanha presidencial na Guiné, Conacri,28 de dezembro de 2025
Um pedestre caminha em frente a uma propaganda política eleitoral do presidente e candidato, Mamady Doumbouya, durante o último dia da campanha presidencial na Guiné, Conacri, 28 de dezembro de 2025 (Foto: Patrick Meinhardt/AFP)

Doumbouya tomou posse como presidente no dia 17 de janeiro, diante de dezenas de milhares de apoiadores e vários chefes de Estado, após a vitória eleitoral no mês passado com 86,7% dos votos.

Em 2021, o agora presidente eleito derrubou o primeiro presidente livremente eleito da Guiné, Alpha Condé. O governo militar de Doumbouya foi acusado de reprimir liberdades civis e proibir protestos.

Durante as eleições, opositores políticos foram presos, levados a julgamento ou forçados ao exílio. Apesar de reconhecer os problemas, observadores da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) avaliaram de forma positiva o processo eleitoral, destacando em relatório preliminar o esforço para “restaurar a ordem constitucional” no país.

Com uma população de cerca de 14 milhões de pessoas, das quais 85% são muçulmanas, a Guiné conquistou sua independência da França em 1958. Banhada pelo oceano Atlântico, o país da África Ocidental faz fronteiras com Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné-Bissau, Libéria, Mali e Senegal

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