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Projeto resgata legado e celebra obra de Lélia Gonzalez em Belo Horizonte

Iniciativa, que começou em Salvador em maio, estreia na capital mineira em julho e passará por mais cinco capitais com exposições e seminários que refletem sobre a luta antirracista e antissexista
Imagem mostra Lélia Gonzalez, com óculos de sol e sorrindo.

Foto: Acervo pessoal

2 de julho de 2024

Em homenagem aos 90 anos do nascimento e 30 anos do falecimento de Lélia Gonzalez, a nova edição do “Projeto Memória” resgata vida e obra da escritora e ativista em uma série de atividades itinerantes por sete capitais brasileiras até agosto de 2025. A iniciativa já passou por Salvador (BA) em maio e tem sua próxima parada nos dias 10 e 11 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (MG), cidade natal da autora.

A iniciativa da Fundação Banco do Brasil, produzida pela Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), contará com apresentação de um videodocumentário acerca da trajetória da homenageada, na abertura do evento, seguida de dois dias de seminários, com palestras de autoras, ativistas e estudiosas do pensamento de Lélia.

Referência mundial do feminismo negro e uma das maiores pensadoras do Brasil, sendo pioneira no debate público acerca de raça e gênero, Lélia terá sua contribuição intelectual revisitada de modo didático. O projeto consiste principalmente na realização de uma exposição que terá 18 painéis representando o legado da autora, seguida de seminários sob o tema  “Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas”.

Ao longo da realização do projeto, a expectativa é de que mais de 14 mil estudantes da rede pública de ensino participem presencialmente das atividades em todas as capitais programadas.

No contexto das atividades, foi produzido um documentário sobre Lélia Gonzalez, com acessibilidade em Libras, audiodescrição e legendas para garantir o acesso a todos os públicos. O filme, de 30 minutos, será exibido nas grades de programação de TVs públicas, comunitárias, universitárias e legislativas.

Completam o “Projeto Memória” a edição de um livro fotobiográfico em formato de e-book, audiobook e em formato pdf gratuito e online. Na ocasião, também será apresentado o Almanaque Pedagógico sobre Lélia Gonzalez, uma ferramenta edycacional abrangente e inovadora, sugerindo recursos educacionais acessíveis para professores, educadores e alunos de todos os níveis de ensino.

Depois de passar por Belo Horizonte, o projeto segue para São Luís (MA), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA) e Brasília (DF).

Trajetória de Lélia Gonzalez

Nascida em Belo Horizonte, no dia 1º de fevereiro de 1935, Lélia de Almeida se mudou aos sete anos para o Rio de Janeiro. Ela não precisou trabalhar nova, por ter muitos irmãos mais velhos. Impulsionada por eles e por sua mãe, Lélia pôde se dedicar aos estudos.

Graduou-se em História e em Geografia pela então Universidade do Estado da Guanabara, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foi professora de Ensino Médio e, aos 30 anos, começou a estudar Psicanálise.

Em 1975 fundou o Instituto de Pesquisa das Culturas Negras e o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro. Além de criar o primeiro curso institucional de cultura negra do Brasil.

Antes dos 40 anos, Lélia já era uma intelectual reconhecida. Foi quando se tornou ativista do movimento negro, por meio do Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, sendo uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado, em 1978.

A partir de então, no meio intelectual, começou a trabalhar para quebrar a ideologia hegemônica racista e sexista que imperava no meio acadêmico. Ela inicia os debates contemporâneos do Brasil e do mundo por uma centralidade afro-latina.

Lélia concorreu a deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 1982 e trabalhou como assessora da então vereadora de primeiro mandato Benedita da Silva, no Rio de Janeiro. Contribuiu com a fundação tanto do PT como do PDT, além do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras e do Olodum.

Serviço

“Projeto Memória – Lélia Gonzalez: Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas”

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBB BH) | Praça da Liberdade, 450, Belo Horizonte, MG

Quando: de 10 de julho a 2 de setembro de 2024

Visitação de segunda a sexta, das 10 às 22h, e, aos sábados e domingos, das 9h às 20h, no Foyer do Teatro II do CCBB-BH

Seminário: 10/07 e 11/07/2024

Horário: das 18h30 às 22h Local: Teatro I do CCBB-BH

Entrada franca, mediante retirada prévia de ingressos pelo site (sujeito a lotação).

Classificação: livre

  • Redação

    A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

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