O mês de março registrou 139 pessoas baleadas no Grande Rio, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são do Instituto Fogo Cruzado, divulgados nesta segunda-feira (13). Apesar da queda de 13% nos tiroteios (que passaram de 170 para 148), o número de vítimas cresceu. Ao todo, 72 pessoas morreram e 67 ficaram feridas.
O principal fator para o aumento está nas ações policiais. Mais da metade dos tiroteios registrados no mês, 51%, ocorreu nessas circunstâncias. Foram 76 tiroteios que deixaram 78 pessoas baleadas, um crescimento de 63% em relação a março de 2025, quando o instituto registrou 48 baleados.
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Ao menos oito pessoas foram vítimas de balas perdidas no mês. Metade delas foi atingida durante ações policiais.
A capital fluminense concentrou 63% dos tiroteios registrados na região metropolitana, com 93 ocorrências. A cidade registrou 49 mortos e 40 feridos. São Gonçalo apareceu em seguida, com 18 tiroteios, três mortos e dez feridos. Niterói teve 11 tiroteios, cinco mortos e quatro feridos. Duque de Caxias registrou cinco tiroteios, um morto e dois feridos.
Os bairros mais afetados pela violência armada foram Taquara (Rio de Janeiro), com oito tiroteios, nove mortos e cinco feridos; Fonseca (Niterói), com sete tiroteios, três mortos e dois feridos; Cascadura (Rio de Janeiro), com sete tiroteios e um morto; Curicica (Rio de Janeiro), com cinco tiroteios e seis feridos; Campo Grande (Rio de Janeiro), com quatro tiroteios, seis mortos e dois feridos; e Vila Isabel (Rio de Janeiro), com quatro tiroteios e um morto.
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Assaltos também avançam
A violência durante assaltos também cresceu. O número de baleados nesse tipo de crime dobrou em março, passando de oito vítimas em 2025 para 16 neste ano. O assessor dos jogadores Vinicius Junior e Lucas Paquetá, Eduardo Peixoto, foi baleado em um assalto na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
A Zona Sudoeste concentrou a maioria dos casos envolvendo baleados em assaltos, com seis vítimas. O Leste Metropolitano e a Zona Norte registraram quatro vítimas cada. A Baixada Fluminense teve duas vítimas, e a Zona Sul, uma.
Carlos Nhanga, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro, analisou os números.
“A recorrência desses episódios acende um alerta sobre a escalada da violência nas abordagens criminosas e reforça a demanda por políticas integradas de prevenção e combate à criminalidade, além de investimentos em inteligência policial e proteção à população”, afirmou no estudo.
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