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Bancada Feminista concede título póstumo de cidadã paulistana a Lélia Gonzalez

O título será entregue ao filho da ativista, Rubens Rufino e a sobrinha “Lili” Almeida, que representam o Instituto Memorial Lélia Gonzalez (IMELG)
A imagem mostra a intelectual e ativista Lélia Gonzalez sorrindo em uma imagem preto e branco.

A imagem mostra a intelectual e ativista Lélia Gonzalez sorrindo em uma imagem preto e branco.

— Arquivo/Cezar Loureiro

8 de dezembro de 2025

Nesta terça-feira (9), a Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo na Câmara Municipal de São Paulo, concede o Título Póstumo de Cidadã Paulistana a Lélia Gonzalez por se legado para o movimento negro brasileiro.

Como homenagem póstuma, o título será entregue a seu filho, Rubens Rufino e sua sobrinha “Lili” Almeida, que representam o Instituto Memorial Lélia Gonzalez (IMELG), criado para manter viva a memória e os ensinamentos de Lélia.

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A entrega do prêmio ocorre no ano em que Lélia completaria 90 anos. Intelectual e ativista brasileira dos movimentos negro e feminista, a mineira foi pioneira em analisar o Brasil sob a perspectiva da relação entre raça, gênero e classe, argumentando que as mulheres negras enfrentam uma tripla opressão. Sua obra e ativismo revelaram as particularidades da experiência negra feminina, que muitas vezes eram invisibilizadas tanto pelo feminismo hegemônico quanto pelo movimento negro da época.

Lélia uniu teoria e prática de forma exemplar, atuando na fundação de importantes organizações como o Movimento Negro Unificado (MNU) e traduzindo seu conhecimento acadêmico em ação política. Sua contribuição foi crucial não apenas para nomear e denunciar as opressões, mas também para valorizar a cultura negra como um espaço vital de identidade e resistência, deixando um legado intelectual e político que continua a inspirar e orientar a luta por igualdade no Brasil.

O evento é aberto ao público e terá início a partir das 18h, no Auditório Prestes Maia (1 andar), na Câmara Municipal de São Paulo.

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