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Conheça tradições de Ano Novo com origem nas religiões de matriz africana

Usar branco, pular ondas e jogar flores no mar: entenda como os rituais que marcam o Réveillon no Brasil têm raízes profundas no candomblé e na umbanda.
Reiligiosa deposita no mar uma oferenda a Iemanjá na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2023

Reiligiosa deposita no mar uma oferenda a Iemanjá na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2023

— Mauro Pimental/AFP

31 de dezembro de 2025

Com o final de ano, torna-se comum recorrer a tradições e promessas para a chegada de um novo ciclo. Usar roupas brancas, pular sete ondas e jogar flores no mar são algumas práticas que têm origem nas religiões afro-brasileiras.

A prática mais notória é, sem dúvida, a de vestir branco. Este hábito está diretamente ligado ao orixá Oxalá, que nas religiões afro-brasileiras simboliza a paz, a pureza, a criação e a harmonia. 

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Ao vestir o branco, os praticantes e simpatizantes buscam invocar a energia de Oxalá para que o novo ciclo seja marcado pela tranquilidade. Além do branco, o uso do amarelo, associado a Oxum (orixá do ouro e da beleza), é feito por muitos em busca de prosperidade e riqueza material.

Outra tradição de Ano Novo profundamente enraizada é a de pular sete ondas na praia após a meia-noite. Este ritual tem sua origem na umbanda, onde o número sete possui um significado espiritual profundo, representando as sete linhas da umbanda.

Tais linhas são entendidas como os sete sentidos da vida ou as sete qualidades de Deus manifestadas nos sete orixás principais, incluindo Iemanjá. Cada salto dado na água carrega um pedido, um agradecimento ou uma intenção específica para uma entidade.

Ainda na relação com o mar, a tradição de jogar flores e acender velas é uma homenagem a Iemanjá, a rainha e protetora das águas. Os adeptos oferecem presentes para garantir a proteção, a fartura e a purificação espiritual ao longo do ano vindouro.

Um praticante de umbanda leva ao mar oferendas a Iemanjá, na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2017
Um praticante de umbanda leva ao mar oferendas a Iemanjá, na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2017 (Mauro Pimentel/AFP)

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  • Dindara Paz

    Baiana, jornalista e graduanda no bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade (UFBA). Me interesso por temáticas raciais, de gênero, justiça, comportamento e curiosidades. Curto séries documentais, livros de 'true crime' e música.

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