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Conselho de Educação debate impacto do fechamento de escolas quilombolas no Brasil 

Reunião alertou para as importância das unidades de ensino, garantia de direitos e preservação da identidade cultural de comunidades quilombolas
Formatura da primeira turma da Escola Nacional de Formação de Meninas Quilombolas.

Formatura da primeira turma da Escola Nacional de Formação de Meninas Quilombolas.

— Bruno Peres/Agência Brasil

12 de junho de 2025

A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) realizou, na quarta-feira (11), uma reunião on-line para discutir o fechamento massivo de escolas quilombolas em todo o Brasil. O encontro contou com a participação de lideranças quilombolas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

A reunião abordou a urgência do tema com denúncias, reflexões e relatos sobre os impactos do encerramento dessas unidades de ensino. Também foram divulgados dados que alertam sobre evasão escolar e dificuldades de acesso à educação pelas comunidades quilombolas.

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De acordo com o Coletivo de Educação da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), entre 2021 e 2024, pelo menos 327 escolas quilombolas deixaram de funcionar, sendo 219 delas apenas na região Nordeste.

Durante a reunião, organizações relatam que o fechamento dessas escolas compromete os territórios quilombolas, fragiliza os laços comunitários e expõe crianças a deslocamentos longos, muitas vezes para escolas urbanas, onde enfrentam racismo.

 As organizações consideram que as escolas quilombolas representam  espaço educacionais fundamentais para a manutenção da identidade cultural e a garantia de direitos, além de cumprir o papel pedagógico.

Propostas para coibir o fechamento de escolas quilombolas

Entre as principais propostas, estão o diálogo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aprimorar o Censo Escolar voltada para a identificação de estudantes quilombolas, a formulação de orientações específicas para evitar o fechamento dessas escolas e o fortalecimento de políticas públicas locais.

As entidades ainda defenderam a adoção de critérios rigorosos para o fechamento de escolas quilombolas, com a garantia do direito à consulta prévia, livre e informada às comunidades quilombolas.

Com informações da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) 

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  • Thayná Santana

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