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Curso gratuito em São Paulo debate avanço do ultraconservadorismo na educação

Iniciativa promoverá seis encontros gratuitos para refletir sobre ofensivas autoritárias no campo da educação
Pessoas erguem cartazes contra censura na área da educação durante audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília, em 13 de novembro de 2018.

Pessoas erguem cartazes contra censura na área da educação durante audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília, em 13 de novembro de 2018.

— Lula Marques/Fotos Públicas

27 de setembro de 2025

A ONG Ação Educativa está com inscrições abertas para o curso “Gênero e Educação 2025: Mapeando o fenômeno ultraconservador”, que será realizado presencialmente em sua sede, em São Paulo, entre os dias 20 de outubro e 5 de novembro. Gratuita e com 40 vagas disponíveis, a formação busca aprofundar o debate sobre o avanço do ultraconservadorismo e seus diferentes “tentáculos”, como o anticomunismo, a criminalização de movimentos sociais, a violência estatal, a censura e as ofensivas antigênero.

Com aulas ministradas às segundas e quartas-feiras, das 19h às 21h30, o curso contará com educadoras convidadas e abordará temas como a relação entre ultraconservadorismo e neoliberalismo, o papel das plataformas digitais na difusão da extrema-direita e as possibilidades de resistência e construção de contra-narrativas no campo da educação.

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“Compreender os impactos do fenômeno ultraconservador na educação exige situá-lo no cenário político atual. Como organização da sociedade civil dedicada à formação de professores e educadores, a Ação Educativa propõe este curso para ampliar o olhar sobre o tema, explorando diferentes dimensões desse fenômeno. A iniciativa parte da compreensão de que a complexidade do ultraconservadorismo afeta a educação de maneira direta e indireta”, afirma Bárbara Lopes, coordenadora de Gênero e Educação da Ação Educativa.

O curso busca oferecer ferramentas críticas para compreender como o ultraconservadorismo se enraizou no Brasil e no mundo, impactando a democracia, os direitos humanos e a própria educação. “Nosso objetivo é fortalecer as iniciativas de resistência e ampliar a participação popular nos debates públicos”, completa Bárbara.

A iniciativa é realizada pelo Centro de Formação e pelo projeto Gênero e Educação, ambos da Ação Educativa e terá como última aula uma reflexão coletiva sobre propostas e caminhos possíveis para a educação em tempos de crescimento de setores autoritários.

As inscrições são gratuitas e, caso o número de interessadas/os ultrapasse as vagas disponíveis, haverá processo seletivo que priorize a participação de pessoas negras, indígenas e LGBTQIAPN+, além de considerar a motivação apresentada no formulário de inscrição.

Para se inscrever, acesse aqui.

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