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‘É preciso enegrecer o debate de gênero’, diz advogada Fayda Belo

Advogada especialista em crimes de gênero participou de debate na Escola Superior de Advocacia da Bahia (ESA-BA)
A advogada especialista em crimes de gênero Fayda Belo.

A advogada especialista em crimes de gênero Fayda Belo.

— Reprodução/Redes sociais

13 de julho de 2025

A Escola Superior de Advocacia da Bahia (ESA-BA), primeira escola antirracista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), promoveu na quarta-feira (9) em Salvador uma Aula Magna do Grupo de Estudos da Escola Antirracista, como parte da programação do Julho das Pretas.

Com a presença de grandes nomes da advocacia, como a advogada criminalista e especialista em crimes de gênero Fayda Belo, a vice-diretora da escola, Lilian Azevedo, e a diretora-geral, Sarah Barros, o evento reafirmou o compromisso institucional com uma formação jurídica crítica, inclusiva e transformadora.

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Realizada em parceria com a Comissão de Promoção da Igualdade Racial e a Comissão da Advocacia Negra, a atividade teve como tema “A interseccionalidade de gênero e raça como eixo central do combate à violência contra a mulher”. A convidada Fayda Belo conduziu uma reflexão sobre o enfrentamento ao racismo, a política institucional e a responsabilidade da advocacia na promoção da equidade.

Em entrevista à Alma Preta, Fayda reforçou a importância do recorte racial nos debates de gênero. “Hoje foi dia para dizer que eu não posso falar em mulher sem recorte racial. A gente precisa pluralizar o debate para relembrar que a mulher negra é uma mulher. A mulher negra segue sendo a mais abusada, violentada e morta. O recado é muito simples: é preciso enegrecer o debate de gênero para que todas as mulheres avancem — e não apenas algumas delas”, afirmou. 

Profissionais da advocacia no debate “A interseccionalidade de gênero e raça como eixo central do combate à violência contra a mulher”, promovido pela Escola Superior de Advocacia da Bahia (ESA-BA) em Salvador, no dia 9 de julho de 2025. Foto: Manuela Silva/Alma Preta

A vice-diretora da ESA-BA, Lilian Azevedo, falou sobre o lançamento da escola antirracista e o compromisso na promoção da igualdade racial.

“A escola vem com diversas ações, sobretudo para promover a igualdade racial no âmbito da advocacia — especialmente na advocacia baiana. Convido a todos para acompanhar as dinâmicas da ESA, todos os cursos, formações, propostas e, principalmente, as iniciativas da escola antirracista, que chega com essa ideia de transformar, para que a igualdade possa efetivamente acontecer também no campo do direito”, disse.

Para conhecer a Escola Superior de Advocacia da Bahia (ESA-BA), acesse o site.

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  • Manuel Neto

    Graduado em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) na UNICEUSA. Sou um profissional multifuncional, trabalho com design, redação, fotografia, edição de mídia e atendimento. CEO da Afrohack e social media na Alma Preta Jornalismo.

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