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‘Atiro para matar’: escola é denunciada por incitar crianças à violência

Parlamentar aciona o Ministério Público após cânticos violentos entoados por alunos de uma escola pré-militar nas ruas da capital catarinense
Crianças e adolescentes entoando cânticos violentos nas ruas do centro de Florianópolis (SC).

Crianças e adolescentes entoando cânticos violentos nas ruas do centro de Florianópolis (SC).

— Reprodução/Redes Sociais

30 de março de 2026

Cânticos violentos entoados por crianças e adolescentes uniformizados de uma escola preparatória militar, localizada no centro de Florianópolis (SC), viralizaram nas redes sociais nos últimos dias. O vídeo foi divulgado pelo vereador Bruno Ziliotto (PT).

Nas imagens, os alunos repetem trechos citados por um adulto como: “Eu miro na cabeça / Atiro pra matar / Se munição eu não tiver / Pancadaria vai rolar”. 

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Após a divulgação, o parlamentar protocolou uma denúncia no Ministério Público, apontando incitação ao ódio e à violência por parte do curso Unibe Escola Pré-Militar. O caso também foi encaminhado à Procuradoria de Justiça da área da Infância e Juventude, que deve acompanhar a investigação.

A denúncia cita a instituição, que se apresenta como preparatória para carreiras militares e outras áreas. De acordo com informações do site, a escola afirma possuir mais de 45 unidades em todo o país.

Leia mais: Comissão da Câmara aprova criação de escolas cívico-militares profissionalizantes

Ao portal ICL Notícias, o parlamentar afirmou que a conduta pode configurar crime de incitação à prática de delito, conforme o artigo 286 do Código Penal. Zilioto também mencionou a possibilidade de enquadramento por corrupção de menores, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A repercussão do caso se insere em um contexto mais amplo de militarização do ambiente escolar em Santa Catarina. O estado mantém programas de escolas cívico-militares e iniciativas que preveem a atuação de policiais, inclusive da reserva, no cotidiano das unidades, com remuneração desde 2023. 

Esse modelo continua sendo adotado localmente, apesar do governo federal ter encerrado a política em nível nacional.

Leia mais: TCE suspende programa de escolas cívico-militares em Minas Gerais

Com informações do ICL Notícias.

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  • Thayná Santana

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