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Festival de música negra somente com brancos recebeu R$ 700 mil de verba pública

Evento financiado com recursos públicos previa valorização da cultura negra, mas teve programação composta apenas por artistas brancos
Flyer de divulgação do Festival Melodya, que integrou o Festival de Música Negra em Brasília (DF).

Flyer de divulgação do Festival Melodya, que integrou o Festival de Música Negra em Brasília (DF).

— Divulgação

29 de abril de 2026

O Festival Melodya, que integrou a programação do Festival de Música Negra, ocorrido entre os dias 24 e 26 de abril em Brasília, ganhou repercussão nas redes sociais por ser composto apenas por artistas brancos.

Segundo reportagem do portal Metrópoles, o evento contou com cerca de 21 cantores brancos. O festival foi produzido pela Associação Brasiliense de Promoção à Cultura, Diversidade e Formação (ABC-DF), que foi contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) e classificada como “mostras locais de música exclusivas para pessoas negras”. 

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Após o repasse do Ministério da Cultura, o recurso foi encaminhado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Ao todo, houve um aporte financeiro de R$ 700 mil para a realização, repassado à ABC em 2025. 

Um dos artistas integrantes da programação teria debochado da situação nas redes sociais. O portal Metrópoles informou que, em publicação nesta quarta-feira (29) sobre o caso, o cantor Felipe Sales comentou: “Eu me sinto um negão”.

Em nota à imprensa, a organização informou que a programação foi uma colaboração espontânea entre os envolvidos, para a construção de um “movimento coletivo contra o racismo”.

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“Reconhecemos que a forma como a comunicação foi interpretada gerou um entendimento equivocado, e lamentamos os ruídos causados. Reafirmamos que não houve substituição, prejuízo ou retirada de espaço de artistas negros em nenhuma etapa do festival”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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