O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou o edital “Soluções Climáticas a partir da Base”. A iniciativa une as frentes Raízes — Justiça Climática para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais — e Labora — Fundo de Apoio ao Trabalho Digno.
Com um investimento total de R$ 2,5 milhões, o edital selecionará pelo menos 40 organizações em todo o território nacional, destinando recursos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil para projetos que promovam a justiça climática e uma transição energética justa. As inscrições vão até 8 de maio de 2026.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
O edital prioriza e valoriza as iniciativas que são lideradas pelos próprios grupos afetados e que atuam diretamente na luta por trabalho digno, proteção social, transição ecológica justa e direitos ao território e modos de vida, com justiça racial e de gênero.
Acesse o edital: “Soluções Climáticas a partir da Base”.
Poderão se inscrever, grupos, coletivos e organizações brasileiras, sem fins lucrativos, mesmo que não formalizadas e/ou que não tenham CNPJ.
“Ampliar e fortalecer essas soluções coletivas, construídas a partir dos territórios e do protagonismo popular, é fundamental para garantir os direitos de quem luta por justiça climática e transição justa”, afirma Ana Valéria Araújo, diretora executiva do Fundo Brasil.
Leia mais: Quilombolas de Alcântara recebem título após décadas de disputa territorial
O edital reconhece que os impactos da crise climática, como o calor extremo, enchentes e a insegurança alimentar atingem de forma desproporcional povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, outras comunidades tradicionais e trabalhadores do campo e da cidade.
Nesse cenário, a iniciativa busca fortalecer essas coletividades e ampliar a presença desses grupos em espaços de decisão colocando suas demandas no centro do debate sobre justiça climática, trabalho digno e transição justa.
Ao unir as frentes Raízes e Labora, o Fundo Brasil promove a convergência de grupos que se interseccionam, consolidando uma rede diversa de atores e soluções que atuam desde as bases até a incidência em escala global.
O recurso será dividido entre duas principais frentes. O Fundo Raízes vai apoiar pelo menos 20 organizações indígenas, quilombolas ou de comunidades tradicionais. O foco está na defesa do território, na resiliência climática e na soberania alimentar, com repasses de R$ 50 mil para cada uma.
Já o Fundo Labora vai selecionar 20 projetos de sindicatos, movimentos sociais e coletivos de trabalhadores. Destinará 15 apoios para a Amazônia Legal e o Nordeste, e os outros cinco para as demais regiões do Brasil. Os valores variam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.
Leia mais: Governo cria cadastro nacional de comunidades quilombolas
Serviço
Envio de propostas: até 8 de maio de 2026
Divulgação dos selecionados: 21 de julho de 2026
Dúvidas sobre o edital: [email protected]