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Instituto Steve Biko promove aula aberta sobre o legado de Milton Santos

Geógrafo baiano é o patrono da nova turma do curso pré-vestibular promovido pela instituto; aula aberta ocorre na IFBA, em Salvador
O professor e geógrafo Milton Santos.

O professor e geógrafo Milton Santos.

— Artur Ikissima/Itaú Cultural/Divulgação

20 de março de 2026

Com o tema “Milton Santos: Vida, Obra e Pensamento Crítico”, o Instituto Cultural Steve Biko realiza, neste sábado (21), das 14h às 17h, a aula inaugural do curso pré-vestibular 2026. 

Após processo seletivo com mais de 130 jovens negros inscritos, o Instituto selecionou 75 estudantes que frequentarão a formação em formato híbrido. As aulas presenciais serão no turno noturno, de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 13h15 às 17h40.

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A Aula Inaugural é aberta ao público e ocorre no Espaço Dois de Julho, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), no bairro do Canela, em Salvador.

O evento é um ato de acolhimento dos novos estudantes, e terá a participação de professores na palestra sobre o patrono da turma de 2026.

São eles: os professores do Instituto de Geociências da Universidade Fedrral da Bahia (UFBA), prof. Clímaco Dias e prof. Jeferson Bispo, a professora de Geografia (UCSAL/Biko), Ivanete Peixoto, a geógrafa e ativista do Movimento de Mulheres Negras Lorena Cerqueira e o diretor-executivo do Instituto Steve Biko, Lázaro Cunha.

Em 2026, o homenageado da nova turma será o sociólogo Milton Santos, que este ano, 3 de maio, completaria 100 anos. Milton era geógrafo, escritor, cientista e um dos maiores nomes da ciência geográfica mundial, que defendia uma geografia crítica e humana centrada no combate às desigualdades.

Leia mais: Ativistas querem rebatizar avenida em Salvador com o nome de Milton Santos

Na ocasião, o diretor-executivo do instituto, Lázaro Cunha, fará o pré-lançamento de seu livro “Ogunhê”, obra que promove uma reflexão sobre os desafios da interação dos estudantes negros e negras com os ambientes de educação científica e tecnológica no Brasil, marcadamente modelados pelo racismo estrutural.

Lázaro é graduado em Engenharia Mecânica e mestre em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA). É fundador do Programa Oguntec, iniciativa do Instituto Steve Biko que é pioneira no Brasil no fomento à ciência, tecnologia e inovação para jovens negros e negras.

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