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MPF pede para faculdades da Bahia adotarem bancas para cotas do Prouni

Órgão orienta instituições privadas de ensino superior a adotarem bancas de heteroidentificação para evitar fraudes nas cotas raciais
Estudantes no primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 2025.

Estudantes no primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 2025.

— Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

1 de maio de 2026

O Ministério Público Federal (MPF) enviou, na quinta-feira (30), uma recomendação a 24 faculdades privadas de Salvador e do interior da Bahia para a adoção de mecanismos complementares à autodeclaração dos candidatos às cotas raciais do Programa Universidade para Todos (Prouni). 

A principal orientação é a implementação de bancas de heteroidentificação para confirmar, com base no fenótipo, a veracidade das informações prestadas por aqueles que concorrem às vagas de cotas raciais. 

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Segundo o MPF, o objetivo é evitar fraudes no acesso às bolsas destinadas aos candidatos negros, indígenas e pessoas com deficiência, além de assegurar a efetividade das políticas afirmativas. 

Leia mais: STF tem maioria para declarar inconstitucional lei contra cotas em SC

Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) adjunto na Bahia, Ramiro Rockenbach, que assina o documento, as instituições de ensino têm o dever de checar as informações prestadas pelos candidatos beneficiários do Prouni. 

O Ministério Público reforça que somente a apresentação da autodeclaração não é suficiente para impedir irregularidades, podendo comprometer o objetivo da política pública. 

“O sistema de cotas existe para enfrentar desigualdades históricas e ampliar oportunidades. É fundamental que as vagas reservadas sejam ocupadas por quem realmente tem direito, garantindo justiça e credibilidade ao programa”, declarou Rockenbach em nota.

O órgão ainda destaca que a falta de mecanismos de controle pode possibilitar que candidatos sem o perfil legal ocupem as vagas reservadas a grupos historicamente vulnerabilizados. 

As instituições têm prazo de dez dias para notificar se acatarão a recomendação e quais providências administrativas serão tomadas. O não atendimento da recomendação pode resultar em medidas judiciais. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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