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Polícia conclui que agentes responsáveis por matar criança de 4 anos em operação agiram em legítima defesa

Ryan da Silva Andrade foi morto em novembro de 2024, na cidade de Santos (SP), enquanto brincava com os irmãos no Morro do São Bento
Viaturas da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).

Viaturas da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).

— Reprodução/Governo de SP

5 de fevereiro de 2026

A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) concluiu, na quarta-feira (4), que os policiais militares responsáveis por atirar e matar o menino Ryan da Silva Andrade Santos, de quarto anos, durante a Operação Escudo, agiram em legítima defesa. 

O caso ocorreu em 5 de novembro de 2024, no Morro do São Bento, em Santos (SP). A vítima foi atingida na região do abdômen por um disparo enquanto brincava com os irmãos. À época, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que a polícia teria respondido a um ataque de criminosos durante o patrulhamento da área.

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Um laudo divulgado pelo jornal Estadão, em 2025, indicou que a vítima foi atingida por uma arma utilizada por um policial militar. O relatório final do inquérito aponta que a criança teria sido morta durante troca de tiros entre agentes e suspeitos, e que estaria a cerca de 70 metros de distância do tiroteio.

O documento final da investigação aponta que a hipótese provável é que o projétil que atingiu Ryan tenha ricocheteado em uma superfície rígida, uma vez que perdeu energia antes do impacto.

No entanto, testemunhas e familiares declararam que não houve troca de tiros no local, mas sim um ataque dos PMs em direção aos suspeitos.

Parlamentares acionam MP contra o relatório

Em resposta, o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) informou que acionou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) para apurar o crime e a atuação da polícia no inquérito. A ação tem a participação das deputadas estaduais Ediane Maria (PSOL-SP) e Paula Nunes (PSOL-SP), da Bancada Feminista.

“Espero que o Poder Judiciário e o Ministério Público tomem as medidas necessárias para que esse crime brutal não fique impune”, declarou Suplicy, em nota no X (antigo Twitter). 

Também nas redes sociais, Ediane Maria destacou que o menino Ryan foi vitimado por falta de planejamento adequado da Operação, que desconsiderou a presença dos moradores. 

“Uma criança de 4 anos é executada na rua pela falta de noção e estratégia de PMs, por achar que corpos pobres são descartáveis. Mesmo assim, esses mesmos agentes, segundo a polícia, agiram por legítima defesa”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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