A organização Ação Educativa abriu inscrições para selecionar oito jovens negras e negros do distrito do Grajaú, na zona sul de São Paulo, para integrar o projeto “Juventudes Negras e Direito à Educação de Qualidade”. A iniciativa reúne estudantes do ensino médio da rede pública em um processo de formação e diálogo sobre desigualdades educacionais, racismo e garantia do direito à educação.
As atividades serão realizadas entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com encontros presenciais no Jardim Eliana e reuniões virtuais quinzenais.
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O objetivo é construir, a partir das experiências das juventudes negras do território, reflexões e estratégias que contribuam para trajetórias escolares dignas e para o fortalecimento do debate sobre educação antirracista nas escolas da região.
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Além dos encontros formativos, os participantes irão colaborar na construção de materiais educativos voltados à valorização da história e cultura negra no território do Grajaú. A proposta prevê a realização de um levantamento sobre patrimônios culturais materiais e imateriais das comunidades locais, que servirá de base para a produção de e-books, mapas colaborativos e conteúdos audiovisuais.
Os materiais também devem contribuir para ampliar a implementação da Lei 10.639, de 2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas brasileiras. O projeto também prevê diálogos com movimentos sociais, coletivos culturais e cursinhos populares engajados na luta antirracista na região.
Formação, pertencimento e participação no território
O projeto busca reunir jovens que tenham relação direta com o cotidiano do Grajaú e interesse em temas ligados aos direitos humanos, diversidade, educação de qualidade e combate ao racismo. O edital destaca a importância de garantir diversidade de perfis, corpos e experiências dentro do grupo selecionado, incentivando a participação de jovens mães, pessoas trans, travestis, não binárias, pessoas com deficiência, pessoas gordas e LGBTQIAPN+.
Entre os critérios para participação estão ter entre 15 e 21 anos, estudar em escola pública do distrito, estar matriculada/o na 1ª ou 2ª série do ensino médio e possuir disponibilidade para participar das atividades presenciais e remotas previstas ao longo do projeto.
A iniciativa também pretende fortalecer o vínculo das/os jovens com a vida comunitária e ampliar perspectivas relacionadas à continuidade dos estudos e ao acesso ao ensino superior.
A proposta considera que o reconhecimento da história da população negra e o diálogo entre escolas, movimentos sociais e comunidades são elementos importantes para a construção de ambientes escolares mais equitativos e representativos.
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Ao longo do processo, os participantes serão incentivados a compartilhar experiências sobre o acesso ao direito à educação e os desafios enfrentados dentro e fora das escolas.
Os jovens selecionados receberão bolsa mensal de R$ 400, além de ajuda de custo de R$ 50 para deslocamento, totalizando R$ 450 mensais durante os nove meses de duração das atividades. As inscrições estarão abertas entre os dias 25 de maio e 7 de junho de 2026, até às 23h59.
Para se inscrever, acesse aqui e preencha o formulário.