Trabalhadores e defensores da cultura de São Paulo realizaram, na quarta-feira (1), uma manifestação em denúncia da gestão cultural do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
A manifestação ocorreu em frente ao Theatro Municipal, no centro da capital paulista, e dias depois do início da demolição do Teatro Contêiner pela prefeitura, que retomou a posse da área ocupada desde 2016 pela Cia Mungunzá e pela ONG Tem Sentimento. O local se tornou uma ocupação artística e sociocultural na região conhecida como Cracolândia.
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Segundo o portal jornalístico Brasil de Fato, a estrutura do teatro foi despejada em um terreno da Avenida de Estado na última semana.
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O ato também reivindicou a suspensão da determinação de fechamento do Samba do Cruz, tradicional reduto da cultura negra paulista no bairro Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo.
Em entrevista à Alma Preta em março, o dirigente do Grêmio Esportivo Recreativo (GRE) Cruz da Esperança, Fábio Henrique Faldão, informou que a área integra um projeto de concessão para a iniciativa privada, no valor de R$ 614,4 mil.
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Outro centro cultural que corre o risco de ser desapropriado é o Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV), no Bom Retiro, após o Decreto nº 64.951, de 5 de fevereiro, determinar a desapropriação de imóveis no distrito.
Ainda de acordo com o Brasil de Fato, além das retomadas de posse, a prefeitura de Nunes cortou 35% do orçamento para cultura aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA).