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Senado deve votar proposta para criar protocolo antirracista nas escolas

De acordo com a proposta, unidades escolares deverão acionar imediatamente o conselho tutelar e as autoridades competentes em casos de discriminação
Uma sala de aula no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, na zona sul do Rio de Janeiro.

Uma sala de aula no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, na zona sul do Rio de Janeiro.

— Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

17 de março de 2026

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado deve votar, até a próxima sexta-feira (20), o Projeto de Lei (PL) que cria um protocolo de atendimento nas redes de ensino do Brasil para casos de racismo e misoginia

O PL nº 4403/2024, de autoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE), também abarca discriminações por motivo de orientação sexual ou de identidade de gênero.

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A proposta prevê medidas coordenadas para o enfrentamento das múltiplas formas de marginalização de grupos minoritários nas instituições educacionais. Entre elas, está prevista a formação continuada dos professores e profissionais da educação sobre identificação e combate a práticas discriminatórias. 

O texto legislativo estabelece um protocolo de atuação para lidar com os casos de preconceito nas escolas, determinando o acionamento obrigatório do conselho tutelar e dos órgãos competentes. 

A proposta inclui o desenvolvimento da “consciência crítica” dos estudantes em relação à igualdade e disponibilização de materiais pedagógicos, além de ações de apoio emocional e psicológico às eventuais vítimas. Ao Poder Público, a matéria prevê a realização de campanhas educativas anuais sobre o tema. 

A tramitação do PL é bicameral e, caso seja aprovado pelos senadores, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados. Nesta etapa, os parlamentares podem realizar emendas ao projeto original ou aprová-lo integralmente. Caso haja alterações, a proposta retorna ao Senado para uma segunda avaliação e, se aceita, é enviada para sanção presidencial. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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