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Vinte anos sem Rosa Parks, mulher negra símbolo do movimento pelos direitos civis 

Ativista foi presa após se recusar a ceder o assento a um homem branco em um ônibus nos Estados Unidos, gesto que desencadeou protestos da comunidade negra e o enfrentamento às leis segregacionistas
A ativista afro-americana Rosa Parks.

A ativista afro-americana Rosa Parks.

— Reprodução/Wikemedia Commons

24 de outubro de 2025

No dia 24 de outubro, completam-se 20 anos da morte de Rosa Louise McCauley Parks, mais conhecida como Rosa Parks, ativista afro-americana que se tornou um símbolo do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Nascida em 4 de fevereiro de 1913, na cidade de Tuskegee, no estado do Alabama, Rosa Parks estudou em escolas rurais e chegou a ingressar em uma universidade pública voltada a estudantes negros. No entanto, precisou abandonar o curso para cuidar da mãe.

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Em 1 de dezembro de 1955, enquanto retornava do trabalho como costureira, Rosa embarcou em um ônibus em Montgomery, também no Alabama. Naquela época, as leis de segregação racial determinavam que os primeiros assentos fossem reservados para passageiros brancos, enquanto pessoas negras tinham que ocupar os lugares da parte de trás. 

Quando o motorista exigiu que Rosa cedesse seu lugar a um homem branco, ela se recusou,  um ato de desobediência civil que se tornou um marco na história da luta antirracista. Parks foi presa e demitida do emprego, o que desencadeou uma série de protestos da comunidade negra.

O episódio deu origem a um boicote de 382 dias contra as companhias de ônibus da cidade, liderado pelo pastor Martin Luther King Jr. A mobilização que colocou o sistema de transporte local em crise virou um símbolo da resistência pacífica e do enfrentamento às leis segregacionistas.

Com as mobilizações, em 13 de novembro de 1956, a Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu as leis de segregação racial nos transportes públicos. O boicote de Montgomery marcou o início do movimento pelos direitos civis, que atingiu seu auge em 1964, com a promulgação da Lei dos Direitos Civis, declarando ilegal a discriminação racial em espaços públicos.

Após ser libertada, Rosa Parks recebeu ameaças e foi obrigada a se mudar para Detroit, em 1957, onde passou a atuar em novos movimentos pelos direitos humanos. Trabalhou como secretária e permaneceu no cargo até sua aposentadoria em 1988.

Em 1999, foi homenageada pelo então presidente Bill Clinton, recebendo a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos.

Rosa Parks morreu de causas naturais em 24 de outubro de 2005, aos 92 anos, em sua casa em Detroit.

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  • Thayná Santana

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