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Curta-metragem produzido no Sul da Bahia reforça protagonismo negro

A obra "Sankofa" conta com elenco composto pelos moradores da região em que foi gravada
O diretor Deivison Chioke destaca que a produção do curta é uma necessidade histórica e cultural de reconhecimento da herança africana no Brasil.

Foto: Reprodução/Deivison Chioke

23 de junho de 2024

O curta-metragem “Sankofa: o filme” promete inspirar o público com sua narrativa afrocentrada e elenco predominantemente negro.

A história se passa na cidade de Porto Seguro e acompanha Aqualtune, uma escritora baiana afrodescendente que enfrenta conflitos à procura de respostas sobre seu passado ancestral. 

O diretor Deivison Chioke destaca que a produção do curta é uma necessidade histórica e cultural de reconhecimento da herança africana no Brasil. “Se pensarmos o cinema como o registro e uma ferramenta cultural de como um povo se vê, o Brasil está muito atrás quando pensamos em cinema negro. ‘Sankofa’ é um projeto que agrega em si a formação educacional audiovisual, visando produção, distribuição e poder de criação de profissionais pretos”, afirma. 

Chioke ressalta que o Cinema Negro, especialmente no extremo sul da Bahia, precisa de mais espaço para realizadores negros no mercado cinematográfico. Para superar essa barreira, o diretor incluiu profissionais negros em todas as etapas do curta, desde a frente até por trás das câmeras.

A produção, apoiada pela Lei Paulo Gustavo do Governo Federal, por meio da Prefeitura de Porto Seguro, destaca-se não apenas por seu enredo envolvente, mas também pelo engajamento com a comunidade, sendo toda a equipe de moradores da região. Além disso, pelo compromisso em promover a inclusão e a valorização da cultura negra no Brasil.

O filme tem previsão de lançamento em festivais e exibição única no mês do novembro, em local ainda a ser divulgado. Com “Sankofa”, o diretor Deivison Chioke busca inspirar o público e promover a representatividade negra no cinema brasileiro.

  • Caroline Nunes

    Jornalista, pós-graduada em Linguística, com MBA em Comunicação e Marketing. Candomblecista, membro da diretoria de ONG que protege mulheres caiçaras, escreve sobre violência de gênero, religiões de matriz africana e comportamento.

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