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Escola Adelia Sampaio abre 1ª turma de cinema para mulheres negras e pessoas trans

Escola voltada à formação de mulheres negras, periféricas e pessoas trans homenageia a primeira cineasta negra a dirigir um longa no Brasil
A imagem mostra uma mão operando um equipamento de audiovisual.

A imagem mostra uma mão operando um equipamento de audiovisual.

— Reprodução/Pexels

28 de agosto de 2025

A Malala Filmes, produtora do grupo Com Atitude, anunciou o início da primeira turma presencial da Escola Adelia Sampaio, voltada à formação de mulheres negras, da periferia e pessoas trans para o mercado de cinema, audiovisual e publicidade.

A formação inaugura a primeira sede física do projeto, em Brasília. A iniciativa, criada em 2022, tem previsão de expandir a atuação para São Paulo em 2026.

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O curso terá 20 vagas, preenchidas por meio de parcerias com projetos sociais, universidades públicas e redes de diversidade. A formação soma 760 horas e se divide em três módulos que abrangem fundamentos técnicos do audiovisual, produção cultural e direitos humanos

Entre as disciplinas, o curso ofertará aulas de assistência de fotografia, som, elétrica, maquinaria e produção. Para Marta Rocha, CEO do Grupo Com Atitude, o projeto responde a uma lacuna histórica.

“A escola nasceu para corrigir a ausência de mulheres negras, da periferia e pessoas trans em áreas técnicas e criativas. Mais do que formar profissionais, queremos criar oportunidades reais de carreira”, afirmou em nota à imprensa. 

A iniciativa homenageia Adelia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, com Amor Maldito (1984). A cineasta felicitou a homenagem e destacou a importância de seu legado para as próximas gerações.

“Ver meu nome em uma escola que vai abrir portas para tantas outras mulheres é uma emoção difícil de descrever. Sempre sonhei que as próximas gerações não precisassem lutar tanto para ter acesso a câmeras, sets e créditos de um filme”, declarou.

As inscrições para a formação podem ser feitas online pelo link

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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