Moradores da Gamboa de Baixo, em Salvador, receberam na quinta-feira (14) o lançamento do projeto ‘GamboArte’, iniciativa voltada para oferta de ações culturais e oficinas gratuitas para as crianças, jovens e mulheres da comunidade tradicional pesqueira localizada no centro da capital baiana. A iniciativa também conta com a reforma do espaço da associação de moradores e ações profissionalizantes, como cursos de macramê e cortes e penteados afro.
Elaborada pela Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo, Grupo de Mulheres da Gamboa e pela organização TRAMA, o ‘GamboArte’ representa um marco na história da comunidade pela construção coletiva de acordo com as demandas dos próprios residentes, segundo a ativista e líder da associação, Ana Caminha.
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“A ideia é fortalecer a cultura, a identidade da comunidade pesqueira, mas também possibilitar à Gamboa o acesso a outros espaços, às outras culturas que estão aí no mundo e que a gente, até então, não tem tanto acesso”, comenta a ativista.
Dentre as atividades oferecidas estão dança, teatro, oficinas de serigrafia e design. Além disso, serão realizadas oficinas práticas de restauro em telhados e técnicas de impermeabilização de paredes junto ao grupo de arquitetos que integram o projeto. O Grupo de Mulheres da Gamboa também vai contar com atividades voltadas para escrita de projetos, captação de recursos e gestão de espaço cultural.
O projeto do espaço prevê uma biblioteca coletiva, exibição de filmes, contação de histórias, entre outros. As inscrições começam em junho deste ano, com início das atividades no mês seguinte.
Para o coordenador de comunicação da TRAMA, Matheus Tanajura, além das formações, a iniciativa também tem como foco a defesa pela permanência dos moradores e a proteção do território. A Gamboa de Baixo fica localizada ao lado dos bairros da Graça e do Corredor da Vitória, um dos metros quadrados mais caros de Salvador.
“É também uma formação política pensando em como os moradores permanecem no seu território, em como eles podem construir juntos soluções num território que é ameaçado de várias formas. Como proteger esse território a partir das juventudes é um caminho possível para a gente pensar em frutos”, destaca o coordenador.
O GamboArte conta com apoio financeiro direto do Instituto Ivete Sangalo, apoio incentivado da Laranjinha Itaú, via Lei Rouanet (Ministério da Cultura), além do apoio cultural do Instituto Lugar de Faz e do Canteiro Modelo de Conservação da UFBA.



