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Festival Visões Periféricas reúne 69 filmes de 18 estados em edição com recorde de inscrições

Evento gratuito no Rio de Janeiro homenageia o projeto Vídeo nas Aldeias e reúne produções sobre memória, mulheres, culturas de terreiro e periferias
Cena de Anastácia, curta-metragem de Liih Curi.

Cena de Anastácia, curta-metragem de Liih Curi.

— Divulgação/Visões Periféricas

22 de julho de 2026

O Festival Visões Periféricas inicia nesta quarta-feira (23) sua 19ª edição e celebra 20 anos de trajetória como espaço de difusão do cinema produzido fora dos grandes centros. Até sábado (26), o evento no Rio de Janeiro apresenta 69 filmes selecionados entre 856 inscrições, número 70% superior ao registrado na edição anterior. 

A programação gratuita reúne produções de 18 estados das cinco regiões do país e também conta com exibições online.

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A abertura acontece às 19h, na Estação Claro Rio, em Botafogo, com uma homenagem ao projeto Vídeo nas Aldeias e a exibição do longa “Arquivo Vivo”, dirigido por Vincent Carelli e Ana Carvalho. Além das sessões presenciais, parte da programação ficará disponível na plataforma Itaú Cultural Play (ICPLAY) até 6 de agosto.

Os filmes foram organizados em sete mostras, sendo quatro competitivas e três não competitivas. As obras abordam temas como memória, mulheres, identidades de gênero, culturas de terreiro, apagamentos históricos, vida nas cidades, questões ambientais e precarização do trabalho.

As mostras competitivas são Fronteiras Imaginárias, voltada a produções independentes de curta-metragem; Cinema da Gema, dedicada a filmes produzidos no estado do Rio de Janeiro; Panorâmica, destinada a médias e longas-metragens; e Visorama, voltada a produções realizadas em projetos de formação audiovisual. 

Também integram a programação as mostras ICPLAY, Informativa e Visões do Amanhã, destinada ao público infantojuvenil.

Um júri escolherá os vencedores das mostras competitivas, enquanto o público definirá o prêmio de melhor filme.

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Cinema periférico amplia espaço no audiovisual

Idealizador e coordenador-geral do festival, Márcio Blanco avalia que as duas décadas do Visões Periféricas acompanham mudanças no cenário audiovisual brasileiro.

“Quando o festival surgiu, poucas pessoas olhavam para essa produção da periferia. Duas décadas depois, ela ocupa um espaço cada vez mais relevante, ajudando a romper estigmas, revelando a diversidade de olhares sobre questões nacionais e regionais e apresentando novos arranjos estéticos e criativos no audiovisual brasileiro”, disse em nota de divulgação.

Blanco também afirma que o público voltou a valorizar a experiência coletiva proporcionada pelas salas de cinema.

“Depois do consumo fragmentado de conteúdo nas redes sociais, o público jovem volta a valorizar o cinema como espaço de encontro e construção de experiências compartilhadas.”

Além das exibições, o festival promove o Visões Lab, laboratório gratuito voltado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais. A iniciativa ocorre entre os dias 21 e 26 de julho e reúne atividades de formação, aprimoramento de projetos e articulação com o mercado cinematográfico.

A programação também prevê sessões com recursos de acessibilidade, como legendas descritivas e interpretação em Libras.

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Serviço

Evento: Festival Visões Periféricas 2026

Data: de 23 a 26 de julho

Local: salas de cinema no Rio de Janeiro, confira a programação completa no site

Ingressos: gratuitos, com retirada na entrada de cada sessão

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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