O compositor jamaicano Jimmy Cliff, reconhecido como um dos pioneiros do reggae, morreu aos 81 anos nesta segunda-feira (24). O falecimento foi informado por familiares do artista no Instagram.
O comunicado, assinado por Latifa Chambers, esposa do artista, informa que a morte de Cliff foi em decorrência de uma pneumonia e destaca o afeto que ele possuía pelos fãs.
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“A todos os seus fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi a força dele durante toda a sua carreira. Ele realmente apreciava cada um de seus fãs pelo carinho”.
Nascido em 1944 em Saint James, Jimmy Cliff é um dos responsáveis pela popularização do reggae no mundo. Sua carreira iniciou na capital jamaicana Kingston, em 1967, com o disco “Hard Road to Travel”. Dois anos antes, foi o escolhido para representar o país na Feira Mundial de Nova York de 1964-1965.
Com temas de luta e justiça social, sua discografia é marcada por clássicos. Ao longo de sua carreira, o artista lançou 31 álbuns e ganhou dois Grammys pelos discos “Cliff Hanger” (1985) e “Rebirth” (2012). Entre suas músicas mais famosas, estão “I Can See Clearly Now”, “Vietnam” e “Reggae Night”.
Com uma relação de carinho com o Brasil, o artista participou, em 1968, pela primeira vez do Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Desde então, estreitou laços e se apresentou em território brasileiro em diversos momentos, chegando a morar no Rio e em Salvador durante alguns anos. Sua filha com a artista plástica e ex-companheira Sônia Gomes, Nabiyah Be, nasceu na capital baiana.
A parceria com o Brasil foi eternizada no LP “Jimmy Cliff in Brazil”, que tem como encarte a Praia de Botafogo e inclui versões traduzidas de clássicos da MPB. Nos shows, Cliff frequentemente dividia espaço com Gilberto Gil. Além de Gil, o intérprete também colaborou com os Rolling Stones.