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Mostra Artística Periférica reúne trabalhos inéditos em SP

O evento gratuito terá shows, Dj, exposições, oficinas e ocorre nos dias 16 e 17 de abril
Jovem negra observa trabalhos artísticos em parede.

Jovem negra observa trabalhos artísticos em parede.

— Monike Raphaela

5 de abril de 2026

A segunda edição da Mostra Artística Periférica (MAP), evento gratuito que apresenta ao público os trabalhos desenvolvidos por artistas do Programa de Residências Artísticas Periféricas, ocorre entre os dias 16 e 17 de abril, na Fundação Julita, em São Paulo.

A iniciativa integra o projeto Formações Artísticas Periféricas, realizado pelo Instituto Arte na Escola, e tem como objetivo fomentar a produção artística nas periferias, ampliando o acesso à arte, cultura e a processos formativos na Zona Sul da capital paulista.

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A mostra apresenta os resultados de um processo de residência artística que oferece espaço, acompanhamento e condições para que artistas desenvolvam suas pesquisas a partir de seus territórios.

Neste segundo ciclo, três novos artistas selecionados na convocatória, participaram, desde janeiro de 2026, de um percurso formativo que possibilitou trocas, experimentações e aprofundamento de suas práticas artísticas. 

Entre o time de residentes está o coletivo Nós D’água Companhia de Dança. A Cia se debruça em pensamentos estéticos culturais negras e apresentará um trabalho de performance artística nos dois dias de encontro. 

“Nessa ocasião das formações artísticas periféricas, temos desenvolvido nosso primeiro espetáculo de dança partindo do nosso intercâmbio cultural nos EUA que elabora sobre a produção de felicidade nas festas negras sobretudo na cultura House”, conta artistas da dança Gisoul.

“Esperamos que as pessoas se sintam refletidas ou não a partir das suas experiências e reflitam sobre a festividade negra como um espaço de produção de tecnologia, conhecimento, estratégia de sobrevivência, organização comunitária e sobretudo felicidade”, completou.

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Eunico Eunice também apresentará um trabalho exclusivo. O artista, transmasculino, destaca a importância de iniciativas voltadas às periferias.

“Já que o mercado da arte nos exclui e coloca em comparações irreais o tempo todo, as instituições precisam aprender a lidar com os nossos corpos fora desses discursos academicistas e excludentes. Estar nessa residência tem sido uma troca – enquanto a instituição aprende a lidar com nossos corpos, nós aprendemos a hackear esse mercado”, afirma.

A artista multidisciplinar e designer Sabres apresenta trabalhos que transitam entre pintura em diferentes suportes, pintura digital e gravura, explorando narrativas ligadas à identidade, memória e território.

“A residência me permitiu maturar e canalizar de forma objetiva minha pesquisa, além de possibilitar ferramentas essenciais para a experimentação em conexão com o meu território”, explica.

Além das exposições, a programação da mostra inclui visitas guiadas, oficinas e apresentações musicais, reunindo artistas e convidados que atuam na Zona Sul de São Paulo.

No primeiro dia, a cantora e compositora AYOFEMII apresenta um pocket show que mistura trap, pop, R&B e funk, com forte presença cênica e temática voltada à liberdade feminina.

Já no segundo dia, o encerramento fica por conta do MC, compositor e educador MARABU, que traz ao palco reflexões sobre identidade e cultura das periferias.

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A programação conta ainda com oficinas de maracatu, atividades de pintura, apresentações da Nós D’Água Cia de Dança, além de sets com DJs convidados.

As atividades foram pensadas para públicos de diferentes idades, incluindo crianças, jovens e famílias, fortalecendo o vínculo entre produção artística e comunidade local.

Serviço
Mostra Artística Periférica (MAP) – 2ª edição
Data: 16 e 17 de abril
Horário: das 14h às 19h
Local: Fundação Julita – Zona Sul de São Paulo
Entrada gratuita

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