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Em show em SP, Mano Brown leva ao palco baile black e elementos clássicos do hip-hop

Uma das vozes mais poderosas do rap, Mano Brown apresentou sua turnê ao público de São Paulo em abril, com uma celebração que mostrou a força da cultura negra
Mano Brown, Rael e Rincon Sapiência.

Mano Brown, Rael e Rincon Sapiência.

— Reprodução/Jef Delgado

28 de abril de 2026

Por: Tarso Oliveira

A apresentação da turnê MB10, de Mano Brown, uma das vozes mais poderosas da periferia e do rap nacional,  levou à Vibra São Paulo, no dia 17 de abril, uma celebração à cultura negra mundial. 

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Com a abertura do grande comunicador Sebastian e um repertório marcado por grandes sucessos do líder dos Racionais MC’s, o show trouxe ainda a participação de Rael e Rincon Sapiência e hits de seu álbum solo “Boogie Naipe”, que completa dez anos em 2026.

No conceito musical, Mano Brown levou para o palco um formato considerado clássico dentro da cultura hip-hop: uma apresentação com DJ e banda, explorando os dois universos que moldaram sua musicalidade e a personalidade negra. O groove apaixonante dos anos 1970 e 1980, que contou com participação de Max Castro na guitarra junto com a construção de MC E DJ, são elementos que originaram o rap.

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Além disso, o músico e compositor da Zona Sul paulistana trouxe artistas de peso ao seu lado, como o compositor Lino Krizz e os MCs Big da Godoy e Ylsão Negredo,  o que estampou ainda mais a construção rítmica e cultural que São Paulo consolidou no cenário brasileiro.

Para celebrar a carreira e o novo momento, Mano Brown convidou Ice Blue e Edi Rock, relembrando grandes sucessos dos Racionais MC’s, e Vitinho RB, artista da nova geração.

Apadrinhado por Brown, RB  lançou em  março  o single “Bankok”, que tem a participação de Mc Hariel e sample do clássico “ Capítulo 4 versículo 3”, gravado no disco “Sobrevivendo no Inferno”, de 1997. 

A concepção do “Baile do chefe”, presente também na apresentação, trouxe dançarinos por todo o palco durante todo o show, como se fosse um baile black e, na verdade, era, com a estética visual comum no programa americano “Soul Train”.

O nome da turnê MB10 estabelece um diálogo simbólico com o futebol: “MB” representa as iniciais de Mano Brown, enquanto o “10” remete ao jogador responsável por criar, articular e decidir o jogo, metáfora direta para o papel do artista como referência criativa, líder cultural e voz estratégica de seu tempo.

A ideia é mostrar a construção deste novo momento da carreira de Mano Brown, que já soma 35 anos de estrada, valorizando e relembrando seus grandes sucessos, sem deixar de buscar novos caminhos e construções artísticas junto à sua gravadora Boogie Naipe.

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Edição por Nataly Simões

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