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Alerj aprova criação do programa ‘Jovens Embaixadores do Livro’

O pograma visa promover a leitura, a cultura e a educação por meio da formação de jovens multiplicadores de conhecimento
Imagem mostra uma jovem negra colocando um livro em uma estante em uma biblioteca.

Imagem mostra uma jovem negra colocando um livro em uma estante em uma biblioteca.

— Reprodução/Freepik

21 de março de 2026

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei (PL) 4.761/25, que cria o programa “Jovens Embaixadores do Livro”. De autoria da deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), a proposta agora segue para sanção do governador Cláudio Castro.

O objetivo do programa é promover a leitura, a cultura e a educação por meio da formação de jovens multiplicadores de conhecimento e incentivadores da literatura em todo o território fluminense.

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“A aprovação do programa ‘Jovens Embaixadores do Livro’ é uma vitória da cultura e da educação no Rio de Janeiro. Sabemos que a leitura transforma vidas, amplia horizontes, fortalece o pensamento crítico e abre portas para o futuro. Mas também sabemos que o acesso ao livro e à literatura ainda é profundamente desigual no nosso estado”, afirmou Dani Balbi, em comunicado à imprensa.

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Quem poderá participar

Caso seja sancionado, o programa será destinado a jovens entre 15 e 29 anos, regularmente matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, ou que comprovem vínculo com organizações sociais. A seleção dos Jovens Embaixadores será realizada por meio de edital público, sob supervisão do Conselho Estadual de Políticas Culturais e Economia Criativa. Entre os critérios previstos estão o interesse pela leitura e a participação em atividades comunitárias.

Os jovens selecionados receberão capacitação em mediação de leitura, dinamização de atividades culturais e gestão de projetos. O texto também prevê acompanhamento pedagógico e suporte técnico para o desenvolvimento das ações, garantindo que os participantes tenham condições plenas de atuar como agentes culturais em suas comunidades.

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O programa será desenvolvido em todo o território fluminense, com atividades culturais, educativas e de incentivo à leitura realizadas em parceria com instituições públicas e privadas, organizações não governamentais e entidades do terceiro setor. A proposta permite ainda parcerias com editoras, livrarias e autores, com possibilidade de doação de livros e realização de eventos conjuntos.

Essa articulação em rede amplia o alcance do programa e garante sustentabilidade às ações, conectando jovens multiplicadores, instituições culturais, escolas, bibliotecas e o mercado editorial em torno de um objetivo comum: democratizar o acesso à leitura e fortalecer a formação de leitores no estado.

Fortalecimento da produção literária

Além de estimular o hábito da leitura, a iniciativa prevê o incentivo à produção literária local e a criação ou ampliação de acervos em bibliotecas públicas. O programa reconhece que formar leitores também significa valorizar autores fluminenses, criar circuitos culturais que conectem escritores e público, e garantir que bibliotecas tenham acervos atualizados e representativos da diversidade literária brasileira.

“Este programa vem justamente enfrentar a desigualdade, formando jovens que vão atuar como agentes culturais em suas comunidades, levando a leitura para onde ela ainda não chega. Agora aguardamos a sanção do governador para que possamos colocar essa política em prática e transformar a vida de milhares de jovens fluminenses”, completou a autora do projeto de lei.

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