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Comissão da Câmara aprova responsabilizar empresas por racismo contra consumidores

Texto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial inclui responsabilização de empresas e alteração no Código de Defesa do Consumidor
A deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS).

A deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS).

— Reprodução/Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

18 de setembro de 2025

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (17), o Projeto de Lei (PL) que responsabiliza fornecedores de produtos e serviços por racismo e discriminações cometidas por seus funcionários.

O PL 4309/24, originalmente proposto pela ex-deputada federal Gisela Simone (União-MT), foi aprovado em caráter substitutivo. O texto legislativo, de relatoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), definiu que os termos da Convenção Interamericana contra o Racismo irão delimitar o entendimento sobre discriminação racial, discriminação múltipla e racismo.

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De acordo com a proposta, a empresa poderá ser responsabilizada mesmo que não tenha culpa direta no episódio e deverá manter programas contínuos de capacitação para todos os colaboradores que lidam direta ou indiretamente com o público, para prevenir práticas discriminatórias.

O projeto altera o Código de Defesa do Consumidor para acrescentar como prática abusiva a realização de abordagem ou revista de forma vexatória, discriminatória ou abusiva em razão de cor, etnia ou qualquer outra característica pessoal.

O PL ainda prevê que as empresas fornecedoras de serviços serão obrigadas a adotar políticas de prevenção e oferecer canais de denúncia acessíveis, além de monitorar e combater condutas discriminatórias.

“Ao responsabilizar objetivamente os fornecedores e exigir a adoção de medidas preventivas e corretivas, o projeto fortalece a proteção das pessoas vítimas de discriminação, contribuindo para a paz social”, destacou a relatora, em nota à imprensa.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para virar lei.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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