PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Decisão inédita do TRE cassa diplomas de vereadores por fraude à cota de gênero em Rondônia

Pela primeira vez, TRE-RO reconhece a prática de fraude à cota de gênero no estado
Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).

Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).

— Reprodução/OAB-RO

6 de agosto de 2025

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) cassou os diplomas de candidatos eleitos por fraude à cota de gênero. Essa é a primeira vez que a Justiça rondoniense reconhece a prática. 

A sentença acolheu a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) em Ações de Impugnação de Mandato Eletivo (Aijes). Os processos se referem aos partidos da Mulher Brasileira (PMB), Trabalhista Nacional (PTN) – atualmente Podemos – e da Renovação Democrática (PRD), nas cidades de Vilhena e Rolim de Moura. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

De acordo com o MPE, nos três casos, candidatas fictícias viabilizaram as candidaturas masculinas do partido. O órgão aponta que as candidatas não realizaram campanha ou obtiveram votação inexpressiva e foram utilizadas com o único propósito de cumprir a porcentagem mínima exigida por lei.

A Justiça Eleitoral aplicou sanções de cassação, anulação de votos e inelegibilidade das candidatas fictícias por oito anos. Também foi determinada a recontagem dos votos e a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) dos partidos.  

No município de Vilhena, a ação resultou na cassação do diploma do vereador eleito Gabriel Afonso Graebin e na inelegibilidade de Odinéia Gomes Pereira, do PRD. 

Já em Rolim de Moura, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) teve o Drap cassado depois que Ane Karoline dos Santos Soares, com apenas dois votos, admitiu não ter feito campanha, apesar de ter recebido material do partido. 

Em outro caso no mesmo município, as candidatas Ana Caroline Cardoso de Azevedo e Lucilene Dias (PTN, atual Podemos) também foram declaradas inelegíveis por apresentarem votações inexpressivas e ausência de atos de campanha.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano